A Memória Dispersa de Alberto Carvalho

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O mais novo livro de Alberto Carvalho, intitulado “Dispersa Memória”, editado pelas Edições Acê (do próprio autor, diga-se de passagem), foi lançado na noite de quinta (03) em um local sui-generis: a sua própria residência, à Rua Tasso Sobral, 254, no Bairro Grageru. Acostumado às tardes de autográfos nas livrarias (desde a antiga Regina, desde “Um Ponto, Duas Divergentes”) ou nas galerias de arte, Alberto preferiu fazer a apresentação do seu novo livro na sua própria casa, um local já definido pela Professora Ofenísia Freire como o recanto clássico para o “dolce far niente”, o descanso, até o encontro com o Belo, com a Arte.
O título não trai a intenção do autor: já a partir do índice, apresentado como “Repertório de Inopiosa Sinfonia” vê-se que estamos diante de momentos que a memória de Alberto foi registrando e apresenta ao leitor tal como um “flash-back”, aquele recurso que o Cinema (en passant, uma das artes que Alberto mais admira e cultiva) usa para contar o passado. Tem as “Cenas Itabaianenses”, o “Andantino Acebolado”, as “Coisas do Aracaju”. Um pouco, um pedaço de tudo que Alberto viveu.
O resumo auto-biográfico do autor já é, por si só, uma delícia, sobre as traquinagens de criança na sua querida Itabaiana e depois a vinda para Aracaju, aos 12 anos de idade. Como crítico de cinema e autor de um notável “Suplemento Literário” na antiga “Gazeta de Sergipe”, Alberto revelou-se o intelectual pronto que o é até hoje. Além de poeta, cronista. Bancário (agência central do Banco do Brasil, já aposentado) e Professor Universitário. E, principalmente, freqüentador do Cacique Chá, do velho Cacique de personagens tão célebres de Aracaju: Jaime Araújo, Tavares, José Rosa de Oliveira Neto, Fernando Nunes, entre tantos e tantos outros. Na noite de lançamento, a espaçosa casa de Alberto Carvalho foi pequena para receber tantos amigos. Entre eles, o presidente de honra do PMDB, José Carlos Teixeira, alvo também de muitos parabéns dos amigos. Afinal, completava 65 anos bem vividos. Alberto já está bem próximo dos 70, a fazer no próximo ano. A comemorar, quem sabe, com um novo trabalho literário. A partir da próxima semana, “Dispersa Memória” estará nas livrarias da cidade.

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