A verticalização da política brasileira

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Uma coisa que se discute hoje, nos corredores e tribunais de Brasília, é a verticalização da política brasileira. Verticalização? Parece um palavrão, mas quer dizer simplesmente que, no caso de coligações partidárias em nível federal, elas têm que ser obedecidas nos estados e nos municípios. Se a verticalização for observada já neste ano, por exemplo, o PDT de Almeida Lima não poderá se coligar com o PFL de João Alves. É que o PDT nacional poderá fazer dobradinha com o PPS de Ciro Gomes. O PPS daqui, como se sabe, tende a apoiar o candidato do governador Albano Franco, que é do PSDB. Em termos nacionais, o PSDB ainda não se definiu por coligações, mas espera o apoio do PMDB e do PFL. Do PFL? Vai ser difícil porque os índices da pré-candidata do partido só têm crescido, fazendo de Roseana Sarney o fenômeno desta eleição. Enquanto Lula, do PT, procura atrair o PL para o seu bloco de atuação – apesar dos protestos dos xiitas – o PL de Sergipe (o de Pastor Heleno, de Nego da Farmácia) tende a fazer qualquer coligação, menos com o PT de Déda. Isso vai dar uma confusão danada.

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