Em Sergipe, o laboratório Geo-Rio-Mar, coordenado pelo e o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Luiz Carlos Fontes, desenvolve trabalhos sobre o assunto, arquivando informações importantes para a sociedade. “Os agentes que provocam terremotos e se desenvolvem no interior da Terra, podem surgir a partir de movimentos de placas tectônicas e por atividade vulcânica ou vulcanismo, ambos acumulam uma grande quantidade de energia que para ser liberada é expelida pelas fendas das rochas e aberturas de vulcões, essa liberação é o terremoto propriamente dito”, explicou o professor. Registros X Intensidades “Não é possível prever a ocorrência de terremotos em nenhum lugar do planeta, no entanto, áreas próximas ao encontro de placas tectônicas como, por exemplo, a placa Sul-Americana com a placa de Nazca são propícias a tal fenômeno”, relatou. Para medir a intensidade desses fenômenos foi padronizada internacionalmente a medida para avaliar os terremotos, chamada de escala Richter. “Os abalos com intensidade superior a 5,0 graus na escala Richter ocorrem em períodos intercalados, entre cinco e dez anos”, comentou Luiz Carlos. Sergipe Em Sergipe nos últimos 20 anos, terremotos foram registrados nos anos de 1993 e 2006 com uma história sísmica que pode ser classificada como moderada para os padrões brasileiros. De acordo com Luiz Carlos, em Sergipe a probabilidade é remota de acontecer um grande tremor capaz de destruir cidades e desabrigar pessoas. “Os maiores sismos observados em Sergipe, aconteceram em 25 e 27 de setembro de 1993, na cidade de Capela, ambos de magnitude 3,5 Escala Richter”, esclareceu o professor. “Quando esses tremores aconteceram, nossa equipe esteve no local e conseguimos levantar todos os dados necessários para identificar o epicentro, fazendo coletas com moradores da região. Esse tremor ocasionou rachaduras de paredes e plantações de melancias ficaram destruídas”, comentou o coordenador do laboratório. Luiz Carlos também ressaltou que outros estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco também registraram tremores. “O Brasil não está isento e a prova disso são esses registros em alguns estados, mas não temos causas trágicas”, pontuou. Dicas O professor ainda ressaltou que “não podemos dizer que é impossível, mas é remoto”, ainda pontuou que é importante saber como se precaver em caso de algum incidente. Caso um tremor aconteça e a pessoa estava fora de casa é importante correr para áreas livres, longe de linhas de transmissão, edifícios, muros, árvores e marquises. Já se o morador estiver dentro da residência, o professor pontuou que é importante se afastar de objetos que possam cair janelas, armários altos. A pessoa deve tentar desligar o gás e proteger-se embaixo de uma mesa. No caso de prédios é importante não pegar elevador na hora do tremor. O professor Luiz Carlos ainda pontuou que em caso de multidão, o mais importante é não entrar em pânico. “Tentem buscar uma praça, em área aberta e sem árvores”, finalizou.
Abalos sísmicos ou terremotos é um fenômeno natural que faz com que a superfície terrestre trema. Anualmente ocorre uma grande incidência de abalos sísmicos no mundo, alguns com conseqüências devastadoras. Professor Luiz carlos
Luiz Carlos também pontuou que apesar da ocorrência de milhares de abalos sísmicos no mundo, somente uma restrita parcela é percebida pelas pessoas e que diante da diversidade de intensidade, as conseqüências também variam, podendo ocasionar desde um desconforto até a destruição total ou parcial de uma cidade. Registro da intensidade dos terremotos em 2006
Já no ano de 2006 os tremores de terras registrados em Sergipe aconteceram na região do baixo São Francisco, atingindo cidades como Moita Bonita, Nossa Senhora das Dores, Siriri e Malhador, nos dias 7 e 8 de janeiro. Pontos onde ocorreram os terremostos em 1993 e em 2006
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