Abalos sísmicos em Sergipe

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Professor Luiz carlos
Abalos sísmicos ou terremotos é um fenômeno natural que faz com que a superfície terrestre trema. Anualmente ocorre uma grande incidência de abalos sísmicos no mundo, alguns com conseqüências devastadoras.

Em Sergipe, o laboratório Geo-Rio-Mar, coordenado pelo e o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Luiz Carlos Fontes, desenvolve trabalhos sobre o assunto, arquivando informações importantes para a sociedade.

“Os agentes que provocam terremotos e se desenvolvem no interior da Terra, podem surgir a partir de movimentos de placas tectônicas e por atividade vulcânica ou vulcanismo, ambos acumulam uma grande quantidade de energia que para ser liberada é expelida pelas fendas das rochas e aberturas de vulcões, essa liberação é o terremoto propriamente dito”, explicou o professor.

Registros X Intensidades

Registro da intensidade dos terremotos em 2006
Luiz Carlos também pontuou que apesar da ocorrência de milhares de abalos sísmicos no mundo, somente uma restrita parcela é percebida pelas pessoas e que diante da diversidade de intensidade, as conseqüências também variam, podendo ocasionar desde um desconforto até a destruição total ou parcial de uma cidade.

“Não é possível prever a ocorrência de terremotos em nenhum lugar do planeta, no entanto, áreas próximas ao encontro de placas tectônicas como, por exemplo, a placa Sul-Americana com a placa de Nazca são propícias a tal fenômeno”, relatou.

Para medir a intensidade desses fenômenos foi padronizada internacionalmente a medida para avaliar os terremotos, chamada de escala Richter. “Os abalos com intensidade superior a 5,0 graus na escala Richter ocorrem em períodos intercalados, entre cinco e dez anos”, comentou Luiz Carlos.

Sergipe

Em Sergipe nos últimos 20 anos, terremotos foram registrados nos anos de 1993 e 2006 com uma história sísmica que pode ser classificada como moderada para os padrões brasileiros. De acordo com Luiz Carlos, em Sergipe a probabilidade é remota de acontecer um grande tremor capaz de destruir cidades e desabrigar pessoas. “Os maiores sismos observados em Sergipe, aconteceram em 25 e 27 de setembro de 1993, na cidade de Capela, ambos de magnitude 3,5 Escala Richter”, esclareceu o professor.

Pontos onde ocorreram os terremostos em 1993 e em 2006
Já no ano de 2006 os tremores de terras registrados em Sergipe aconteceram na região do baixo São Francisco, atingindo cidades como Moita Bonita, Nossa Senhora das Dores, Siriri e Malhador, nos dias 7 e 8 de janeiro.

“Quando esses tremores aconteceram, nossa equipe esteve no local e conseguimos levantar todos os dados necessários para identificar o epicentro, fazendo coletas com moradores da região. Esse tremor ocasionou rachaduras de paredes e plantações de melancias ficaram destruídas”, comentou o coordenador do laboratório.

Luiz Carlos também ressaltou que outros estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco também registraram tremores. “O Brasil não está isento e a prova disso são esses registros em alguns estados, mas não temos causas trágicas”, pontuou.

Dicas

O professor ainda ressaltou que “não podemos dizer que é impossível, mas é remoto”, ainda pontuou que é importante saber como se precaver em caso de algum incidente.

Caso um tremor aconteça e a pessoa estava fora de casa é importante correr para áreas livres, longe de linhas de transmissão, edifícios, muros, árvores e marquises.

Já se o morador estiver dentro da residência, o professor pontuou que é importante se afastar de objetos que possam cair janelas, armários altos. A pessoa deve tentar desligar o gás e proteger-se embaixo de uma mesa. No caso de prédios é importante não pegar elevador na hora do tremor.

O professor Luiz Carlos ainda pontuou que em caso de multidão, o mais importante é não entrar em pânico. “Tentem buscar uma praça, em área aberta e sem árvores”, finalizou.

Por Alcione Martins

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