Abril Verde: Brasil é o 4º país em número de acidentes de trabalho

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Uma morte a cada quatro horas, segundo MPT (Foto: Pixabay)

O Brasil é o quarto país em número de acidentes de trabalho, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Uma morte a cada quatro horas. Diante desse dado, a Ordem do Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB-SE), lançou o inicio da noite desta segunda-feira, 1º, a campanha ‘Abril Verde’, que busca a conscientização da população e do poder público para prevenção de acidentes durante a jornada de trabalho.

“Precisamos alertar a população para esse causa”, defende Inácio Krauss, presidente da OAB (Foto: arquivo/ Portal Infonet)

Logo de início o presidente da OAB/SE, Inácio Krauss, destacou o dado, segundo ele, “alarmante”, que coloca o Brasil em quarto lugar no ranking mundial. “Somos um país que estamos em quarto lugar no número de acidentes de trabalho. Então, precisamos fazer um trabalho de conscientização com a população”, diz.

Ainda segundo Krauss, o evento é realizado em comunhão com outros órgãos a fim de buscar uma forte atuação para impulsionar a causa. “Estamos aqui ao lado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Um evento de somação de forças para preservação de acidente do trabalho”, destaca. “Precisamos alertar a população para esse causa”, defende.

O presidente da OAB, Inácio Krauss, durante a abertura do evento (Foto: Portal Infonet)

O procurador do trabalho, Emerson Resende, acredita que essa posição ocupada pelo Brasil no ranking se deve a falta de cuidado do empregador. “No Brasil, há uma precarização das condições de trabalho. As empresas não respeitam as normas de saúde e segurança, o que faz ocasionar inúmeros acidentes de trabalho”, destaca. Resende afirma que a OAB é uma das representes da sociedade civil e como tal deve mediar com a população os meios de se conseguir evitar não só a precarização das relações de trabalho, mas também as ações que podem ser feitas para diminuir os acidentes. “Temos que debater com o maior número de pessoas possível a fim de elevar essa mensagem de prevenção adiante”, avalia.

por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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