Acadepol realiza simulação com bombas e explosivos

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Uma roupa especial é utilizada nesse tipo de ocorrência (Fotos: Portal Infonet)

Adriano Machado, vice-presidente da Acadepol

Capitão Érico Carvalho

Curso foi voltado para policiais Civis e Militares

Para finalizar o curso ministrado pelas equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Bahia, na manhã dessa sexta-feira, 1°, foi realizada na Academia de Polícia Civil (Acadepol) uma simulação de ocorrência com bombas e explosivos.

O curso é voltado para atuação de policiais civis e militares, de forma técnica e segura em ocorrências que envolvam bombas e/ou artefatos explosivos.

De acordo com vice-diretor da Acadepol, Adriano Machado, o objetivo é preparar os policiais para identificar os tipos de artefatos. “A gente tem forças especiais que trabalham nesse tipo de atendimento, mas temos policiais ordinários que chegam primeiro aos locais de evento e não têm o conhecimento técnico para identificar que tipo de explosivo tem ali. Pensando na comunidade, na vizinhança de locais onde ocorre esse tipo de situação, e também na segurança dos policiais, entramos em contato com o Comando Geral da Polícia Militar da Bahia, que disponibilizou o que ele tem de melhor e que é referência no país”, comentou.

Na atividade prática foram utilizados equipamentos específicos para atuação em ocorrências dessa natureza, a exemplo de trajes especiais e um robô responsável por desarmar e remover os explosivos.

O Comandante da Companhia Antibombas do BOPE, Capitão Érico de Carvalho esteve a frente das ações práticas e detalhou as atividades. “Durante a semana os alunos puderam saber as características dos explosivos, o risco que tem o poder do explosivo e também o que fazer quando se deparar com um. Então requer um equipamento sofisticado e conhecimento técnico” explicou.

Erico também detalhou a simulação realizada na manhã de hoje, “Nós simulamos um cumprimento de mandado de busca, onde a equipe entrava na residência e encontrava um artefato suspeito. Eles isolaram o local, acionaram a equipe e nós entramos. O procedimento técnico foi a utilização de um traje, utilização de raio-X, para identificar se era um explosivo, e na sequência tiramos da residência e fizemos a detonação”, detalhou o Capitão.

Curso

O treinamento teve início na última segunda-feira, 28, nos turnos da manhã e tarde, com atividades teóricas e práticas. O conteúdo teórico analisou, inclusive, dados referentes à estrutura das organizações antibombas de quatro países: Colômbia, Espanha, Estados Unidos e Israel. Em seguida, comparou as referidas estruturas com a do Brasil.

Por Alcione Martins

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