Acervo: Fitas são entregues à Casa Civil

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Fitas entregues por advogados (Foto: Divulgação Casa Civil)
Na última segunda-feira, 8, advogados da empresa Marca Comunicação entregaram na secretaria de estado da Casa Civil material referente a imagens adquirida nos últimos meses do ano de 2006 pelo valor de R$ 1,2 milhão de reais, nunca efetivamente disponibilizadas para uso público. Foram entregues aproximadamente duas centenas de fita U-Matic, que são impossíveis de serem visualizadas sem um equipamento especial para essa tecnologia de gravação.

De acordo com os advogados da empresa as fitas estavam em poder do empresário Tarcíso de Araújo Souza, diretor administrativo da empresa NPN- Núcleo de Produção do Nordeste Ltda., que tomou como surpresa as investigações a

Oliveira Júnior: “Empresa continua desaparecida” (Foto: César de Oliveira)
respeito do acervo, pois as fitas estavam guardadas todo esse tempo. No entanto, o paradeiro da empresa Marca Comunicação, empresa que foi a vendedora das fitas originais, e recebedora do valor pago, ainda é desconhecido.

Para o secretário-chefe da Casa Civil, Oliveira Júnior, a entrega do material ainda não chegou a esclarecer o assunto, pois as empresas passaram os últimos quatro anos sem informar razão nem motivo para a estranha aquisição. “A empresa continua desaparecida e, além disso, o material em fitas U-Matic é de impossível avaliação, não se sabendo a origem do seu conteúdo”, avaliou o secretário.

Ainda segundo o secretario, a Casa Civil aguardará a conclusão do inquérito policial sobre a compra, e recebeu as fitas exclusivamente para evitar que se percam, já que, já que durante quatro anos esse material teve destino completamente ignorado. Mesmo agora, ainda não se sabe que imagens estão de fato contidas neste material.

O valor pago em 2006 corresponderia hoje a R$ 1.558.494,28, além dessa quantia, paga nos últimos meses de 2006, mediante contrato firmado dois dias após as eleições e pago em três prestações, nos meses de outubro, novembro e dezembro, final do mandato à época.

O estado continua apurando o procedimento de pagamento em sindicância, bem como inquérito policial investiga o caso.

Fonte: Ascom Casa Civil

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