“Acorda Aracaju” segue para prefeitura e cobra audiência

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Número de manifestantes foi menor em relação às manifestações anteriores (Fotos: Portal Infonet)

Marcos Ceará sustenta bandeira de Sergipe para manifestar indiganação

Amese agrega pautas à manifestação

Antônio Viana: "por mais saúde e rampas para cadeirantes"

Mais uma vez a praça Fausto Cardoso foi o ponto de encontro dos manifestantes para um novo ato “Acorda Aracaju”. Em seu quarto manifesto na capital sergipana, o movimento decidiu iniciar as ações mais cedo na tarde desta terça-feira, 2, com o intuito de chegar à sede da Prefeitura de Aracaju ainda em horário de expediente. Os militantes ressaltam o objetivo de cobrar uma audiência junto ao prefeito João Alves Filho (DEM).

Embora o número de participantes reunidos tenha sido menor que nos manifestos anteriores, a organização do ato vê com otimismo a presença das diversas entidades e reivindicações. "O número de pessoas vem diminuindo, mas ainda assim representa força diante do processo de construção que viemos enfrentando desde 2011", relata Cleidson Carlos, representante do Movimento Não Pago. “Esperamos que o prefeito nos receba para que possamos colocar as nossas reivindicações. Queremos pressionar o prefeito, sobretudo, para que ocorra a revogação do aumento da tarifa de transporte coletivo, que ainda é nossa pauta principal", completa.

Marcos Santos Ceará chegou à concentração vestindo uma camisa da seleção brasileira, com uma grande bandeira de Sergipe em punho. “É a minha forma de manifestar meu descontentamento, por que Sergipe clama por ajuda. A saúde é precária, o número de policiais nas ruas é reduzido, a educação é deficiente. O preço da tarifa de ônibus é apenas o que faltava para despertar a revolta”, afirma.

O sargento Edgar Menezes, representante da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), manifesta apoio às diversas pautas do movimento. “Queremos também somar as pautas dos Bombeiros e Policiais, que em todo o Brasil tomaram consciência de sua cidadania. Nós lutamos pela PEC 300, que estabelece um piso nacional para a categoria, por uma lei de fixação do efetivo e principalmente pelo estabelecimento de uma carga horária, já que os militares todos os dias saem de casa sem saber seu horário de retorno”, destaca.

Cadeirante e manifestante, Antônio Viana afirma ter participado de todas as manifestações do “Acorda Aracaju”, e considera que o movimento irá alcançar seus objetivos. “Mesmo que o número de pessoas tenha diminuído, ainda é uma grande vitória, por que mostra que existem pessoas que aderiram de fato à causa. Estou aqui para reivindicar uma saúde melhor para o nosso Estado, além da garantia de rampas para cadeirantes nas calçadas”, descreve.

Aula

Após a passagem pela prefeitura, o protesto segue rumo ao viaduto do Distrito Industrial de Aracaju (DIA), onde uma aula pública será ministrada aos participantes. “A aula tem o objetivo de propor o debate sobre a desobediência civil e a questão do transporte público, que é a grande causa da mobilização que vem ocorrendo em todo o Brasil”, diz Cleidson. A aula será ministrada pelo professor Romero Venâncio, do departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe.

Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio

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