Acusado de feminicídio é preso com documentos falsos em São Paulo

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Junio Marcos vivia uma nova vida em SP, com outra companheira e um novo trabalho. (Foto: SSP/SE)

A delegada Clarissa Lobo detalhou na manhã desta quinta-feira, 14, as investigações que culminaram na prisão de Junio Marcos Mendonça Santana, acusado de matar a cunhada e de tentar assassinar a companheira em 2016 no município de Moita Bonita, situado a 62 km de Aracaju. Desde então, o acusado estava foragido e vivia em Itatiba, interior de São Paulo, onde trabalhava e tinha uma união estável com outra mulher.

De acordo com a delegada, as investigações se iniciaram ainda em 2016, quando as primeiras circunstâncias do crime foram apuradas pela Polícia Civil. “O casal vivia com problemas. Eles tinham muitos atritos e isso era conhecido. Ela nunca havia denunciado ele, mas há algum tempo eles moravam juntos e, nesse dia da discussão, ele acabou saindo de casa, retornou armado e disparou contra ela. Quando a vítima tentou fugir, a sua irmã tomou a frente e acabou sendo atingida a queima roupa”, detalha a investigadora.

A delegada Clarissa coordenou as investigações que culminaram na localização do acusado em SP. (Foto: Portal Infonet)

No momento do crime, uma das testemunhas era o pai do acusado, o qual também está sendo alvo do inquérito e terá sua situação definida pela justiça. “Ele [Junio Marcos] não havia sido interrogado, mas será agora, pois estava foragido desde então. Ano passado nós buscamos informações junto a vítima sobrevivente e ela nos trouxe detalhes importantes que nos ajudaram na localização dele em São Paulo”, explica Clarissa.

Ela conta que no período de investigação foi detectado que o homem estava vivendo uma nova vida no Sudeste, onde teria conseguido um emprego e vivia com uma nova companheira. Para obter êxito na empreitada e despistar o currículo de foragido da justiça, Junio se utilizava de documentos falsos.

O homem está detido e será transferido de São Paulo para, na sequência, ser encaminhado ao sistema prisional de Sergipe.

por Daniel Rezende

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