Acusado de matar esposa é condenado a 17 anos de prisão

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Juscelino tinha confessado o crime na época da prisão
Juscelino de Goes, acusado de matar a esposa, Simone Oliveira de Godoy, de 17 anos, foi condenado na madrugada da última quinta-feira, 1º, a 17 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. A sentença foi dada pelo juiz Glauber Dantas Rebouças, da comarca de Carira, onde o processo do homicídio correu em segredo de justiça.

O crime ocorreu em setembro de 2008 e teve grande repercussão, inclusive fora do estado. Isto porque além de ter esquartejado o corpo de Simone e o enterrado em uma fossa no fundo da casa, o homem abandonou o enteado de dois anos em uma rodovia estadual.

Na sentença o juiz acatou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a condenação do réu por homicício qualificado por motivo fútil e com meio cruel, além de ocultação de cadáver e abandono de incapaz.

Juscelino foi absolvido do crime de receptação, pois utilizava um carro proveniente de roubo na época da prisão. Ele aguardou o julgamento detido no presídio de São Cristóvão. O advogado de defesa argumentou que Juscelino era alcóolatra e sofria de distúrbios mentais, mas a tese não foi aceita.

Corpo foi esquartejado e escondido na fossa da casa onde eles moravam

Entenda o caso

Juscelino de Góis, 43, matou Simone Oliveira Godoy, 17, por ciúmes em setembro de 2008. O fato aconteceu na cidade de Carira, onde residiam, na época, há cinco meses. Um telefonema anônimo levou a polícia a encontrar o carro roubado que estava com o assassino – um Gol vermelho com placa de Rondônia. Juscelino foi preso e confessou que além de matar a esposa, esquartejou o corpo e o colocou em uma fossa que ficava atrás da casa, cobrindo com cimento para ocultá-lo.

O homem disse que matou a mulher num dia em que ambos haviam bebido muito e ela confessara que havia lhe traído. O crime, segundo a polícia, foi premeditado, já que o indivíduo já tinha tudo preparado, inclusive o local onde foi encontrado o corpo. O abandono do filho de Simone, que foi deixado por Juscelino em um trecho da rodovia que liga as cidades de Simão Dias e Lagarto e encontrado por um radialista, foi o que ajudou a desvendar o ocorrido.

Por Bruno Antunnes

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