Acusado de matar sargento se entrega à Polícia

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Romário Santos confessou ter matado o sargento Jadilson Cruz dos Santos (Fotos: Portal Infonet)
O principal acusado de ter assassinado o sargento da Polícia Militar de Sergipe, Jadilson da Cruz Santos, 49, entregou-se à Polícia no final da tarde desta segunda-feira, 7. O crime ocorreu há quatro dias, quando o policial foi baleado após tentar impedir um assalto a um supermercado no bairro Santos Dumont, Zona Norte da capital.

Romário Lima da Conceição, 20 anos, estava escondido na invasão Porto do Gringo, no bairro Soledade. O jovem se entregou após a família procurar o delegado de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Everton Santos. A integridade física do acusado foi o principal pedido dos familiares para que a Polícia o prendesse. A medida, de acordo com o delegado, era a melhor alternativa. “Toda a Polícia estava no encalço dele, na região da Soledade, do Lamarão e da Taiçoca, porque sabíamos que ele estaria por ali”, explicou Everton Santos.

Delegado Everton Santos ouvirá depoimento do acusado
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egundo o delegado, Romário confessou o crime, mas disse que não teve a intenção de matar o sargento. “Ele disse que só queria roubar o estabelecimento, mas o sargento entrou no caminho dele. Foram pelo menos quatro disparos e o crime foi cometido na frente de 25 pessoas”, disse o delegado. Romário confirmou que travou uma luta corporal com o sargento após ele ter reagido ao assalto e, por isso, efetuou o disparo. “Foram dois tiros nele e dois no chão”, disse.

No entanto o acusado não confirmou a participação de Cândido Júnior, de aproximadamente 21 anos, e José Domingos da Silva, 19, também presos sob acusação de ter participado do crime.

Procedimentos

Após a apresentação do acusado na Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele foi conduzido à delegacia de Homicídios, na Zona Sul da capital, para prestar depoimento. O inquérito só será concluído depois de encontrada a arma e a moto utilizada por Romário para fugir do local.

Outros casos

Dos quatro crimes cometidos contra policiais este ano apenas um ainda não foi solucionado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O assassinato do sargento Genilson de Jesus Menezes, 45 anos, morto após tentar ajudar um colega de trabalho, identificado como cabo Valtênison, na perseguição de dois assaltantes, no bairro Industrial, teve o inquérito concluído mas a polícia ainda não prendeu os suspeitos.

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