Adema apura possível abandono de jacaré nos lagos da Orla

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Jacaré permanece nos lagos da Orla de Atalaia (Foto Adema)

A duradoura empreitada para capturar um jacaré de aproximadamente um metro, em um dos lagos da Orla da Atalaia, em Aracaju, já chega no seu quarto dia. Agentes da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) estão em regime de plantão ao redor do lago, na tentativa de resgatar o animal – que tem escapado até mesmo das armadilhas com iscas estrategicamente colocadas pelos profissionais. O jacaré-de-papo-amarelo aparenta estar na fase infantil e, hora ou outra, aparece na superfície da água – nos últimos dias se alimentou de uma das tartarugas do lago.

Se as equipes da Adema têm batido a cabeça sobre como capturar o animal sem machucá-lo e nem expor os seus profissionais a um possível ataque do jacaré, outra incógnita que paira no órgão estadual é como o réptil foi parar nos lagos da Orla. Para o presidente da Adema, Gilvan Dias, a principal hipótese é que alguém tenha colocado o jacaré no lago. “Nós já recebemos algumas informações nesse sentido, mas estamos apurando com muito cuidado. É a possibilidade mais plausível no momento, mas não podemos confirmar porque as informações ainda são bastante imprecisas”, explica.

Outras possibilidades mais remotas estão sendo consideradas pela Adema, como o deslocamento do jacaré por conta própria da reserva do Tecarmo até os lagos da Orla. “As chuvas poderiam favorecer essa possibilidade, mas a distância de lá para os lagos é considerável. Provavelmente ele seria avistado por alguém”, frisa Gilvan. A terceira hipótese e considerada mais difícil pelo gestor da pasta, é que o jacaré tenha vindo pelo mar. “É uma espécie que não tem hábito em água salgada e acho bastante improvável”, conclui.

A Adema se concentra nesse momento na captura do jacaré, para então apurar todas informações que têm chegado aos profissionais. Se houver indícios mais concretos de abandono do animal naquela região, o caso poderá ser encaminhado à Polícia e ao Ministério Público Estadual com o intuito de identificar e responsabilizar o culpado.

Por Ícaro Novaes

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