Adutora rompe e deixa municípios sem água

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Diretores da Deso concedem relacionam municípios mais atingidos
Com o rompimento de parte da adutora Sertaneja, no semi-árido sergipano, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) está com dificuldades para abastecer alguns municípios, entre eles, Canhoba e parte de Nossa Senhora da Glória.  Moradores de Riachuelo, Rosário do Catete e Nossa Senhora das Dores também estão enfrentando a redução no abastecimento de água e ainda não existe previsão de normalização dos serviços.

Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira, 9 na sede da Deso, o diretor-presidente da empresa, Max Montalvão, o diretor-administrativo, Éverton Teixeira e o diretor técnico, Juarez Carvalho afirmaram que devido ao período chuvoso, as atividades estão prejudicadas, principalmente em virtude das inundações. 

“A gente que já trabalha na empresa há mais de 30 anos, nunca viu uma coisa dessa magnitude em conseqüência do rompimento da adutora sertaneja que abastece todo o semi-árido. O volume de água é muito grande”, enfatiza Juarez Carvalho.

Max Montalvão: “fatalidades”
Segundo Max Montalvão, “essas ocorrências são fatalidades que a Deso não tem como evitar, mas as nossas equipes estão de prontidão. Em hospitais, delegacias e escolas, por exemplo, já estamos fazendo o abastecimento por meio de carros-pipas”, garante pedindo compreensão a população sergipana.

Áreas atingidas

As chuvas inundaram a Estação Elevatória do rio Jacarecica que abastece a cidade de Riachuelo, danificando as instalações elétricas, o mesmo acontecendo com a Estação do rio Siriri, responsável pelo abastecimento de Nossa Senhora das Dores.  Em Rosário do Catete a captação na fonte das Caldas, trouxe impurezas e materiais orgânicos à água, impedindo o abastecimento.

“Com relação a Riachuelo a situação é mais complicada e nesse momento não temos previsão de reabastecimento. Estamos contando com a diminuição das chuvas”, ressalta o diretor-técnico acrescentando que até o meio-dia desta terça, o município de Rosário do Catete ainda tinha água, mas no período da tarde, a Deso não teve como abastecer. 

Juarez Carvalho: “Nunca vi uma coisa dessa magnitude”
“Isso porque a qualidade da água da várzea não é adequada e nós trabalhamos de acordo com a legislação, ou seja, não distribuímos água de má qualidade à população”, garante.

Prejuízos

Indagado pela reportagem do Portal Infonet quanto aos prejuízos financeiros, o diretor-técnico da Companhia de Saneamento de Sergipe informou que “a gente ainda não pode mensurar os prejuízos porque os equipamentos estão submersos. Os custos aumentam para a empresa porque a qualidade da água piora e isso é gasto”.

Por Aldaci de Souza

 

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