Aeroporto: Moradores não sabem se vão ficar nas casas

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(Fotos: Portal Infonet)

Alguns moradores que residem nas imediações do Aeroporto de Aracaju ainda não sabem se vão permanecer na localidade. Tudo por conta das obras de ampliação do aeroporto que pretende desapropriar algumas residências que compreendem parte do conjunto Santa Tereza, Beira-Mar e áreas adjacentes. As desapropriações estão previstas para a segunda etapa do projeto e os imóveis deverão ser indenizados.

Em março de 2013, o governador Marcelo Déda e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, assinaram o acordo de coorperação para o início das obras do novo Terminal de Passageiros do Aeroporto. Orçado em mais de R$ 370 milhões, a obra será iniciada em novembro de 2013 e tem previsão de conclusão em outubro de 2015.

Maria Dinilza diz que a desapropriação será bem-vinda

Com um comércio no local há 15 anos, a moradora Sebastiana dos Santos diz que a medição do imóvel já foi feita. “Há cerca de três anos, esse caso já vem se prolongando, mas a gente não quer sair. Eles já vieram aqui, mediram, mostraram o projeto, mas ainda não se tem uma posição certa. Seria melhor ficar, mas a gente não pode lidar com esse povo e por isso tem que aceitar”, lamenta a proprietária.

Surpreso

Alguns moradores ainda estão sem saber o que vai acontecer com as suas moradias e estão surpresos em ter que sair da localidade. Apesar de ainda não saber se a sua residência está incluída na desocupação, a dona de casa Maria Dinilza dos Santos diz que a desocupação será bem-vinda. “A gente só escuta o comentário, mas não sabemos se estaremos incluídos nessa desocupação. Se isso acontecer, por mim, tanto faz, se eu ficar será bom, mas se sair também não terá problemas, eles me dando dinheiro para eu comprar outra casa, tudo certo”, espera.

Via que dá acesso ao Aeroporto de Aracaju

Seinfra

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o secretário de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Valmor Barbosa, que informou que ainda não existe um número exato de imóveis que serão indenizados, mas acredita-se que o número chegue a mais de 150 casas localizadas no trecho que compreende as avenidas Hildete Falcão e Julio César Leite. Ainda segundo ele, a secretaria está analisando quanto custa cada imóvel, ação que será consolidada na segunda etapa do projeto.

Por Aisla Vasconcelos

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