Agentes do Cenam e da Usip entrarão em greve na sexta-feira

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Agentes se preparam par nova greve (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Os agentes de segurança e de medidas socioeducativas da Fundação Renascer entrarão em greve a partir de sexta-feira, 11. No primeiro momento, a categoria fará uma paralisação de 24 horas, mas a greve poderá se estender caso a reivindicação dos servidores não seja atendida, conforme explica o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativo (Sindasse), Clichardson Hipólito.

A partir das 7h da sexta-feira, os agentes se concentrarão em frente ao Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) e da Unidade de Internação Provisória (Usip), na avenida Tancredo Neves do bairro Capucho. A mobilização é também uma sinalização de protesto à terceirização da atividade, segundo o presidente do sindicato.

Mas a maior insatisfação, de acordo com Hipólito, está relacionada à falta de equipamentos de proteção individual e coletiva. O sindicalista garante que os equipamentos de proteção foram recolhidos por determinação da direção da Fundação Renascer, que administra as unidades. “Os equipamentos foram recolhidos pela diretor-presidente da Fundação sem qualquer justificativa plausível”, diz o sindicalista. E, não havendo reposição desses equipamentos, a greve certamente será prolongada, conforme o presidente.

Evento adverso

A Fundação Renascer se manifestou por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa. De acordo com a nota, os equipamentos de proteção individual estão disponíveis, mas há o entendimento de que o uso só deve ser feito em situações de tumulto. Na ótica da Fundação Renascer, o uso desses equipamentos em situação de paz não é adequado.

“Os equipamentos de proteção individual estão todos nas unidades à disposição para uso em caso de necessidade”, ressalta a nota. “E defende que eles não sejam utilizados sem que haja uma motivação de evento adverso, por acreditar que medida socioeducativa não se faz com tonfas e cacetetes em mãos, exceto quando há indícios de motim ou rebelião”, complementa a nota.

por Cassia Santana

 

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