Agentes do Cenam param e impedem visitas

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Na manhã desta quarta-feira, 17, pleno dia de visitação, os agentes que atuam no Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) recusaram-se a trabalhar, assim impedindo que mães e parentes dos internos tivessem acesso ao local. O motivo do protesto é a falta de equipamentos de proteção necessários ao trabalho destes profissionais, além de velhas reivindicações da categoria.

Os agentes querem curso de aperfeiçoamento, escudos, capacetes, protetores de virilha, dentre outros utensílios similares. A queixa se estende à demora do Governo do Estado em transferir a categoria da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social (SEIDES) para a Secretaria de Justiça (SEJUC).

“Há mais de um ano o governador prometeu que iria enviar o projeto à Assembléia [Legislativa] e até agora nada”, revela Eziel Oliveira, presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança e Servidores da Fundação Renascer. De acordo com ele, a mudança seria favorável aos trabalhadores, já que existiriam mais garantias.

Por volta do meio-dia, o coronel Rocha, diretor de segurança das unidades sócio-educativas, chegou ao Cenam e reuniu-se com representantes dos agentes. Um documento foi assinado na presença de representantes da SEIDES, no qual o coronel comprometeu-se a viabilizar o material e o curso até 1º de julho.

Caso o acerto não seja cumprido, haverá greve por tempo indeterminado, segundo o presidente do sindicato da categoria. A partir de quinta, 18, os trabalhos no Cenam voltam à normalidade.

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