Agentes não aceitam escala de trabalho

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O presidente do sindicato dos agentes Eziel Oliveira Foto: Arquivo Portal Infonet
Os agentes de medidas sócio educativas do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) reclamam que a Fundação Renascer quer impor uma escala de trabalho que prejudica a categoria. De acordo com o presidente do sindicato dos agentes, Eziel Oliveira, os agentes trabalhavam 12 horas por 72 horas, mas a escala foi retirada. “Essa escala apesar de muito cansativa era boa porque o agente folgava três dias e, além disso, supria a necessidade do baixo efetivo de pessoal”, diz.

Eziel conta ainda que a proposta dos agentes é que o trabalho seja realizado em 12 horas por 48 horas, mas a fundação propôs 12 horas por 36 horas. “O presidente da fundação quer impor o que é melhor para a fundação, mas não vamos aceitar essa imposição”, ressalta o presidente do sindicato, salientando que a lei que foi criada o concurso rege que os agentes trabalhem 44 horas semanais, o que corresponde a 8 horas diárias e com duas horas de almoço.

“Mas para a fundação essa escala é inviável porque eles teriam que contratar 250 novos agentes para suprir a escala de trabalho”, afirma Eziel.

Fundação

De acordo com o presidente da Fundação Renascer Gicelmo Albuquerque a retirada da escala de 24 horas por 72 horas foi feita após ação movida pelo sindicato no Ministério Público do Trabalho (MPT). “Foi constatado que essa escala não tinha amparo legal, então, a fundação procurou outra forma para que a categoria não ficasse prejudicada”, esclarece Gicelmo.

O presidente da Fundação Renascer Gicelmo Albuquerque Foto: Arquivo Portal Infonet
O presidente da Fundação Renascer explicou que a fundação disponibilizou duas propostas a primeira de 8 horas e a segunda de 12 horas por 36 horas. Gicelmo conta que a primeira proposta não é viável para a categoria porque no plantão o agente pode pegar uma escala que tem inicio ás 3 horas da madrugada. “Essa proposta de 8 horas não é boa para o agente porque prejudica no sentido de não ter transporte público e a falta de vida social”, destaca Gicelmo.

Para Gicelmo Albuquerque a proposta de 12 horas por 36 horas apresentada pela fundação tem como benefícios o pagamento de horas extras, a adesão ao Ipesaúde, aumento do quantitativo diurno e redução do efetivo noturno, já que o serviço ficaria somente com a parte da segurança, além de manter o agente em horário de acordo com os estudos. “Se o agente estudar no período diurno ele vai trabalhar no período noturno e assim por diante”, explicou.

Por Kátia Susanna

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