Agentes penitenciários querem isonomia salarial

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Categoria pede cumprimento da Lei de Execução Penal (Fotos: Portal Infonet)
Foi realizada na manhã desta terça-feira, 12, em frente a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) uma passeata em favor da democracia e da melhoria da Segurança Pública. Vários agentes penitenciários participaram da passeata que contou ainda com a participação de associações de moradores, centros acadêmicos, sindicatos, movimentos estudantis, grupos sociais e cidadãos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen), Iran Alves, a categoria quer a melhoria da qualidade de trabalho e a isonomia salarial. “Com as condições que o sistema penitenciário se encontra hoje é difícil até para o agente trabalhar”, falou. Iran Alves

Iran Alves: “Difícil para o agente trabalhar”
relatou ainda que, em Sergipe, hoje, existem cerca de 634 agentes penitenciários, mas a maioria deles estão ocupando outras atividades.

A categoria pede ainda o cumprimento da Lei de Execução Penal, que dá condições mínimas aos presos. “De acordo com a lei, o viável seria para cada cinco internos, um agente prisional, mas a realidade que estamos enfrentando é outra. Tem locais que são até 150 presos para um agente. O Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, por exemplo, na cela que era para ter oito presos hoje ocupam dezesseis”, informa.

O representante da categoria destaca ainda que os servidores clamam pela realização de concurso público e anuncia que a classe não tem perspectiva para a abertura do mesmo. “Já houve diversas reuniões entre o secretário e a categoria, mas até o momento ele disse que nada podia ser feito”.

Além da reivindicação da isonomia salarial, e da aplicação de um concurso público imediato, a classe necessita de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos e psicólogos, para atuar nos complexos penitenciários junto com os agentes. “A equipe multidisciplinar poderia dar maior assistência ao trabalho do agente, com isso,  seria possível amenizar as diversas dificuldades das cadeias em Sergipe”, disse.

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