Amigos e familiares homenageiam Elvis Cavalcante

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Amigos, familiares e vizinhos presentes na missa para Elvis Cavalcante (Fotos: Helena Sader/Portal Infonet)

Amigos, vizinhos e familiares prestaram homenagens a Elvis de Jesus Cavalcante, assassinado a tiros no último dia 7 de agosto, após um assalto próximo a sua residência. O jovem de 23 anos deixa a mãe, o pai, uma irmã e dezenas de amigos. Elvis foi homenageado em uma missa nesta terça-feira, 12, na igreja São Pedro Pescador, no Bairro Industrial em Aracaju.

O sentimento era de dor, angústia e clamor por justiça. Vários amigos estiveram presentes no tributo ao jovem e todos foram unânimes ao dizer que Elvis era um rapaz querido por todos. “O que ele mais gostava era de fazer amigos, as pessoas só queriam o bem dele. Não dá para entender porque fariam isso”, fala Munise Lima, uma amiga do rapaz.

Munise disse ainda que esse fato triste fez com que muitos amigos voltassem a se reunir e que já existe uma mobilização para o combate à violência na região. “Estamos nos reunindo e a ideia é sair pelas ruas daqui do bairro para uma campanha contra a violência. Não dá mais para ficar assim”, explica a amiga de Elvis.

Missa lotada para homenagear Elvis Cavalcante 

Amigos fazem grafite para saudar o jovem (Foto: arquivo pessoal)

A igreja São Pedro Pescador recebeu muitas pessoas para a missa de Elvis Cavalcante. Um dos amigos presentes conta que é muito difícil entender o que aconteceu e pede para que achem o culpado para a morte do rapaz. “Não consigo dormir, eu perdi um irmão. A gente só quer que se faça justiça”, disse Frank Wesley.

Dezenas de pessoas que presenciaram a missa de homenagem estavam com as mesmas vestes, uma camisa com o escrito: “Elvis não morreu. Estará sempre vivo em nossos corações”. Um dos que estava com a camisa era Erick Rodrigo, primo da vítima. “É muito triste. O Elvis era muito jovem, não merecia morrer de uma forma dessa”, disse o primo.

Erick Rodrigo disse ainda que o sentimento é de revolta e procura por justiça. “Dá vontade de fazer justiça com as próprias mãos para amenizar a dor de uma mãe e de um pai, mas a gente não pode”, explicou Erick. “É uma perda irreparável, o que nos resta é consolar a família. Eles perderam o único filho homem, é difícil de superar”, fala.

Por Helena Sader e Aisla Vasconcelos

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