Amputação de membros por queimadura é crescente no Huse

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Gilvan: atentado em uma clínica pediátrica (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

É assustador o número de pacientes submetidos a cirurgia para amputação de membros devido às consequências de queimaduras provocadas por fogos de artifício. De acordo com a estatística do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em apenas um fim de semana, o número de cirurgias desta natureza realizadas neste ano foi o mesmo do verificado durante todo o mês de junho do ano passado: 15.

Em contrapartida, o número de atendimentos a queimados, vítimas de fogos de artifícios, reduziu neste ano, segundo informou a coordenadora de cirurgia plástica do Huse, Moema Santana. Na véspera e no dia dedicado a São João [23 e 24] do ano passado, o Huse realizou 32 atendimentos a vítimas de fogos de artifício. Neste ano, neste mesmo período foram realizados nove atendimentos a este tipo de vítimas.

Até o domingo, 23, o Huse realizou 54 atendimentos, entre os quais 35 a pessoas com queimaduras provocadas por fogos de artifícios. No ano passado, durante o mês de junho foram realizados 89 procedimentos, entre os quais, 69 pessoas com queimaduras provocadas por fogos de artifício.

No Huse, não há mais pacientes internados. As pessoas que estão recebendo atendimento na Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) são pacientes vítimas de outros tipos de acidentes. Gilvan Santos, 39, por exemplo, está internado há seis meses, já passou por vários procedimentos e não há previsão de alta médica.

Ele foi vítima de um suposto crime ocorrido dentro de uma clínica que atende a pacientes psiquiátricos em Aracaju. A informação é que alguém ateou fogo no colchão onde ele dormia. “Não lembro de nada, quando acordei já estava aqui”, disse.

Por Cássia Santana

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