Aprovado em concurso da Polícia Civil de SE é preso

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Possível nomeação de Luiz já foi suspensa
(Foto: Polícia Civil da Paraíba) 

Está preso no estado da Paraíba Luiz Paulo Silva dos Santos, 37 anos, apontado com um importante articulador do grupo criminoso responsável por fraudes em mais de 67 concursos públicos em dez estados do país. A prisão, realizada no estado de Pernambuco, em parceria entre a polícia dos dois estados, é fruto da segunda fase da ‘Operação Gabarito’.

Segundo a Polícia Civil paraibana, já é possível afirmar a participação de Paulo em dez concursos, inclusive, ele se beneficiou do próprio esquema no concurso da Polícia Civil de Sergipe. “Ele já havia feito o curso de formação e aguardava apenas ser nomeado”, confirma o delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações. O delegado diz que já comunicou à polícia sergipana e uma possível nomeação de Paulo já está suspensa.

Com Paulo, a polícia apreendeu pontos eletrônicos, apostilas de concursos, colete policial, documentos e anotações de pagamentos que evidenciam a participação dele no esquema. De acordo com o delegado Lucas Sá, Paulo atendia comando direto dos líderes do grupo, sendo categorizado como um ‘nível dois’ da associação. “Não era um cabeça, mas tinha papel importante na articulação dos crimes”, enfatizou.

Nome de Luiz Paulo aparece entre os aprovados no concurso da Polícia Civil de Sergipe

Segundo a Polícia, o homem confessa somente alguns crimes, entre eles, a fraude que o beneficiou no concurso da Polícia Civil de Sergipe. Além dele, estão presas outras 30 pessoas decorrentes das três fases já deflagradas da Operação Gabarito. Entre elas, Vicente Fabrício Nascimento Borges e Kamilla Marcelino Crisostomo Silva [esta em prisão domiciliar] sub suspeita de fraude nos concurso do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE) de 2015. “Todos responderão criminalmente por fraude e associação criminosa”, concluiu o delegado.

Operação Gabarito

Encabeçada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da Polícia Civil da Paraíba, a primeira fase da operação foi deflagrada no dia 7 de maio, a segunda no dia 12, e a terceira no último dia 30. Já são 31 pessoas presas pelas fraudes, em um total de 100 identificadas. A estimativa é de que o grupo tenha levantado uma fortuna na órbita dos R$ 100 milhões em fraudes em dez estados.

Por Ícaro Novaes

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