Aracaju receberá ato lúdico pelos 25 anos do ECA

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Atividades em Aracaju marcam lançamento de Frente contra a redução da idade penal e fazem alusão aos 25 anos do ECA (Foto: divulgação)

Buscando fortalecer a defesa dos direitos das crianças e adolescentes e demonstrar que são possíveis e necessárias políticas de cultura, educação e lazer como forma de prevenção e enfrentamento à violência, articulações contra a redução da idade penal de 18 para 16 anos estão se formando e organizando atividades em todo o país.

Seguindo essa mobilização nacional, em Sergipe, na próxima segunda-feira, dia 13, será lançada a Frente Estadual contra a Redução, fórum unitário de organização e mobilização de dezenas de entidades e organizações da sociedade sergipana contrárias à redução da idade penal. A atividade de lançamento acontecerá às 7h, com local ainda a confirmar.

No mesmo dia, a partir das 13h, na Praça Fausto Cardoso, acontecerá um Ato Lúdico em alusão aos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com atividades culturais e artísticas – como oficinas de stencil, batucada, turbantes, educomunicação e cartazes, apresentações de dança, percussão e varal de poesias – o Ato pretende envolver jovens, adultos, crianças e adolescentes de todas as idades e de diversas regiões de Sergipe.

Após o Ato Lúdico, por volta das 16h, as entidades que constroem a Frente Estadual contra a Redução sairão em caminhada pelas ruas e avenidas do Centro de Aracaju, distribuindo materiais sobre o tema e dialogando com a população sobre a importância do ECA para os direitos de meninos e meninas, sobre quais medidas previstas no Estatuto ainda carecem de plena efetivação por parte do Estado e sobre quais os impactos e consequências de uma possível redução da idade penal.

De acordo com Lídia Anjos, articuladora do Movimento Nacional de Direitos Humanos, uma das entidades que integra a Frente Estadual contra a Redução, o objetivo das atividades é apresentar caminhos e possibilidades que garantam os direitos de crianças e adolescentes e não os criminalizem. “Queremos demonstrar que o caminho é investimento real na cultura, no lazer, na educação, pois atualmente as periferias e os municípios carecem de equipamentos públicos de cultura. Além disso, os orçamentos destinados a essas áreas são muito reduzidos. Por isso, durante todo o dia 13 queremos atrair a juventude para proposta emancipadoras, mas ao mesmo tempo afirmar que é dever do Estado executar políticas públicas garantidoras de direitos”, disse Lídia.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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