Atentado: inquérito sem prazo de conclusão

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Dois meses depois atentado permanece sob sigilo (Fotos: Arquivo Portal Infonet)
Depois de mais de dois meses o atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE), desembargador Luiz Mendonça, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) permanece em silêncio. A investigação em torno do atentando, que terminou ferindo gravemente o cabo da Polícia Militar que atuava como motorista do desembargador, Jailton Batista Pereira, de 41 anos, segue ainda sem respostas.

Na SSP a ordem é não falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações. No Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) a informação é que a linha de investigação já foi definida, mas nada será revelado até que os suspeitos de terem praticado o atentado sejam presos.

No mês passado um boato sobre a prisão do suposto mentor do atentando foi negado pela SSP, que considerou a informação como sendo irresponsável. Após o atentado o desembargador passou a contar com uma segurança reforçada de policiais do Batalhão de Choque que fazem a segurança do presidente do TRE nas 24 horas.

Afronta ao judiciário

Após atentado o desembargador permanece com segurança reforçada
O atentado ao desembargador Luiz Mendonça foi considerado um crime tão chocante, que fez rever a segurança do judiciário brasileiro e foi alvo de duras criticas por parte do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que foi enfático ao dizer que os juízes estão desprotegidos e que novas medidas de segurança devem ser tomadas. “O 18 de agosto, para a magistratura, corresponde ao simbolismo e a consequência do 11 de Setembro [ataque terrorista às “Torres Gêmeas”, em Nova York]”, destacou.

Cabo Jailton

De acordo com a assessoria de comunicação do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) o militar Jailton Batista Pereira, de 41 anos, permanece internado na Unidade Semi-intensiva. A informação é que Jailton está acordado, respirando espontaneamente, correspondendo aos estímulos médicos e falando algumas palavras. Já se alimenta pela boca e movimenta ativa e espontaneamente o membro superior direito.

A assessoria destaca ainda que o tratamento consiste na reabilitação e que ainda não há previsão de alta.

Por Kátia Susanna

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