Atentado: Polícia faz reconstituição

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Bezerra foi o único envolvido que participou da reconstituição do crime
Durante toda manhã deste sábado, 27, a Polícia Civil de Sergipe realizou a reconstituição do crime de atentado contra o desembargador Luiz Mendonça, que aconteceu no dia 18 de agosto deste ano.

Após a prisão dos pistoleiros na quinta-feira, 25, a polícia, com ajuda de um dos envolvidos montou toda a cena do crime com a intenção de se aproximar ao máximo dos fatos ocorridos no dia do atentado.

Equipes Policiais

A reconstituição mobilizou equipes policiais do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil, do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar e do Grupamento Tático Aéreo (GTA), além dos delegados André Baronto, Cristiano Barreto e Gilberto Guimarães, do coronel Maurício Iunes e do

A cena iniciou com a passagem dos carros pela frente do prédio
agente da polícia civil Thiago Cahino.

De acordo com informações da própria polícia, o desembargador Luiz Mendonça está de férias com a família e por essa razão não participou da reconstituição.

Início

Com a colaboração de um dos acusados, o ex-policial militar de Pernambuco Clodoado Rodrigues Bezerra, conhecido como “Bezerra”, o início da cena foi marcada em frente ao prédio do desembargador, na avenida Oviêdo Teixeira.

De acordo com as cenas reconstituídas, os pistoleiros passaram pela frente do prédio, seguindo em dois carros, sendo um Honda City(modelo do carro utilizado naquele dia) e um Palio, no momento em que o carro do desembargador se preparava para sair da garagem do prédio.

Bezerra orintou posicionamento dos carros e dos atiradores
Os homens teriam passado por dentro do estacionamento, localizado em frente ao Parque da Sementeira, ganhando tempo para que o carro do desembargador passasse a frente.

As cenas mostram que apenas o Honda City com quatro homens encapuzados seguiu o veículo do desembargador e ao chegar na avenida Beira Mar, onde o carro que conduzia Luiz Mendonça parou no semáforo , nas proximidades da ponte do Shopping Riomar, os pistoleiros iniciaram a ação.

Local do crime

Durante a reconstituição, Bezerra orientou os policiais no sentido de posicionar o carro que era conduzido pelos pistoleiros ao fundo do veículo do desembargador, atentando para o fato de que o carro ficou um pouco atravessado, o que teria facilitado a fuga pelo retorno.

Após posicionar os carros, o acusado coordenou o posicionamento dos figurantes que r

Local onde carro foi queimado
econstituíam a cena dos disparos. Diante do que foi demonstrado, apenas dois dos quatro homens efetuaram os tiros, sendo eles  motorista e o carona, que desceram do veículo e, fortemente armados, alvejaram o carro do desembargador.

Local do incêndio

Os policiais seguiram junto com o acusado até o local onde o carro foi incendiado e lá refizeram o momento em que os pistoleiros desceram do veículo utilizado no crime, atearam combustível no carro e fugiram em outro carro.

Ao final da reconstituição o perito Adelino Lisboa explicou que o trabalho realizado pela polícia na manhã deste sábado ajuda no sentido de detalhar o crime e confrontar informações passadas pelos acusados. “Essa é uma maneira de detalhar o que foi dito por cada um dos presos e ajuda no sentindo de esclarecer todos os detalhes no momento do crime”, confirma.

Delegados

Mesmo tendo pedido o apoio da imprensa no início da reconstituição e prometendo falar ao final dos trabalhos sobre a reconstituição, nenhum dos delegados quis falar a respeito, alegando não ter autorização do secretário de Segurança Pública, João Eloy.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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