Durante a manifestação muitos motoristas ficaram irritados com o congestionamento e burlaram o bloqueio. A pista ficou fechada por cerca de 10 minutos. Equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local e apagaram o fogo. Apesar da revolta dos moradores, o protesto foi pacífico. Para Eliane Sacramento dos Santos, que alega morar no local há mais de dois anos, a derrubada é “Não sei para onde vou com meus filhos que são pequenos, será que vão colocar as coisas da gente em um galpão e deixar a gente morando na rua?”, questiona a moradora. Situação semelhante também é enfrentada por Valdir Lima da Rocha que foi notificado que deve retirar os móveis para que a casa seja derrubada. “Não vou retirar nada daqui, se quiser vão ter que derrubar comigo dentro. Não construí essa casa de uma hora para a outra. Agora O presidente da Associação de Moradores do Bugio, José Aragão Barroso, afirma que aguarda uma decisão da assistência social da prefeitura para saber onde as famílias serão levadas. “A secretária do município disse que o acordo que foi assinado com a SPU [Secretaria de Patrimônio da União] era para derrubar apenas as casas que não estivessem ocupadas, mas essas casas que serão derrubadas hoje têm famílias morando”, alega Aragão. O fiscal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Orácio Noronha, afirmou que apesar de determinação para a derrubada vai aguardar para que a Sobre a demolição, representantes da SPU que estavam no local disseram que não tinham autorização para falar com a imprensa. Derrubada A derrubada cumpriu uma decisão da Justiça Federal, que atendeu a uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), assinada pela procuradora Livia nascimento Tinôco, para que novas construções não fossem erguidas na área. A informação da associação de moradores é que no dia 07 de janeiro de 2011 será realizada uma nova audiência para definir o futuro das outras famílias que continuam ocupando a área de preservação ambiental do Bugio. Por Kátia Susanna
Um grande congestionamento foi formado na manhã desta quinta-feira, 9, na avenida Euclides Figueiredo após manifestação de moradores do Bugio. Desesperados com a derrubada das casas que já foi iniciada no Riacho do Cabral, um grupo de moradores resolveram fechar parte da avenida queimando galhos de árvores e materiais plásticos. 
Moradores fecharam parte da avenida Euclides Figueiredo (Fotos: Portal Infonet)
uma injustiça. “Eu sabia que essa área era de preservação, mas não tinha onde morar, por isso comprei esse terreno e fui construindo aos poucos. Agora vem o Ibama, que nunca esteve aqui, dizer que a gente vai ter que sair”, lamenta. 
Motoristas ficaram irritados com o bloqueio
chegam aqui e dizem que tenho que retirar tudo e ir embora. Quero perguntar as autoridades para onde eu vou”, protesta. 
Casas que serão derrubadas ainda nesta quinta-feira, 9
prefeitura se posicione sobre onde irá colocar os pertences das famílias. “Não podemos ter um confronto com essas famílias, por isso, vamos aguardar para saber onde os móveis serão colocados”, lembra o fiscal. 
Durante a manifestação um grande congestionamento foi formado
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