Bairro Jabotiana será monitorado por 120 dias para coibir queimadas

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Estiveram representes também na audiência representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Pelotão Ambiental e Secretaria Municipal da Assistência Social (Semfas) (Foto: Portal Infonet)

As constantes queimadas ocorridas na região do bairro Jabotiana tem causado transtornos aos moradores da localidade. O problema foi encaminhado ao Ministério Público do Estado (MPE) que promoveu na manhã desta quarta-feira, 30, uma audiência sobre o tema.

Durante o encontro, ficou decidido que o bairro Jabotiana será monitorado por 120 dias para avaliar os impactos ambientais que as queimadas na região podem acarretar à população e ao meio ambiente.

Segundo a Promotoria do Meio Ambiente e Urbanismo, já se sabe que as queimadas são feitas ilegalmente por um grupo de famílias que buscam aquela região em períodos específicos do ano. “A intensão é intensificar as fiscalizações. A Sema identificou que são pessoas que sazonalmente no final do ano ocupam algumas áreas e fazem pequenas queimadas. Geralmente são pessoas carentes, de baixa renda”, resume o promotor Eduardo Matos.

Ainda segundo o promotor, o problema não é só uma questão ambiental, mas também há uma problemática social ao redor dessas queimadas. “Por isso nós chamamos a Semfas. Ela terá o papel de identificar e cadastrar essas famílias para adotar medidas sociais a fim de protegê-los”, informa.

O representante da Sema, Rubens Menezes, também reitera o posicionamento do procurador Eduardo Matos. “São uma população migratória que todos os anos eles se deslocam para esta área. Além do problema ambiental, nós temos um grave problema social”, afirma. Menezes também destaca a importância da fiscalização para se evitar maiores danos no futuro. “Esses focos de incêndio pode perder o controle e causar um dano bem maior. Estamos fazendo as ações de fiscalização e vamos intensifica-las daqui pra frente”, sinaliza.

Após esse prazo de 120 dias, o promotor afirma que será realizado um relatório em conjunto a fim de verificar os danos ambientais provocados. “Após esse prazo deverá ser feito um relatório circunstanciado para que não tenhamos mais queimadas e também possamos assistir a essa comunidade carente”, destaca. “Assim, protegemos o meio ambiente e essas pessoas que necessitam de ajuda do município de Aracaju”.

por João Paulo Schneider 

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