Bancários realizam caminhada no Centro

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Manifestantes chegaram a entrar em uma agência Bradesco
Dando continuidade à greve, que já entra em seu quinto dia, os bancários de Sergipe realizaram na tarde desta segunda-feira, 28, uma caminhada pelas ruas do Centro da cidade. Eles saíram da Praça General Valadão, com destino à sede do Sindicato dos Bancários onde realizaram uma assembléia para avaliar a paralisação de caráter nacional.

De acordo com o presidente do sindicato, José Souza, a adesão dos bancários sergipanos à greve já é superior a 65%, mas o número não pára de crescer. “É necessária a compreensão dos colegas de que, quanto maior a adesão da categoria, mais força nós temos para enfrentar os problemas. Conseqüentemente, mais rápido será o fim da greve”, acredita José Souza.

Ele avalia como positivos os primeiros cinco dias de greve, e garante que a paralisação não tem mesmo previsão para terminar. “A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 4,5% de reajuste salarial soou para nós como uma provocação. Não podemos ficar de braços cruzados diante uma situação dessas”, declara o presidente.

Além de um reajuste real do salário, a categoria pede uma maior Participação de Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos, mais contratações, auxílio educação, plano de previdência complementar para todos, dentre outras reivindicações.

“Não procurem as agências”

Presidente do Sindicato dos Bancários, José Souza
Durante a caminhada, os bancários em greve entraram numa agência do Bradesco que funcionava normalmente, mesmo com a paralisação da categoria. Aparentemente, os funcionários daquela instituição bancária não aderiram ao movimento.

“O Bradesco está funcionando com base no interdito proibitório, uma ação judicial que visa repelir algum tipo de ameaça à posse de determinado possuidor. Pode-se dizer que se classifica como uma forma de defesa indireta”, explica José Souza.

Um dos manifestantes, fazendo o uso de um microfone e um carro de som, aclamava os funcionários daquela instituição. “Colegas do Bradesco, é preferível derramar lágrimas por uma derrota, do que ter a vergonha por não ter lutado”. E para as pessoas que passavam pela rua, o mesmo manifestante alertava: “Cidadão sergipano, não procure nossas agências. Os bancários estão em greve”.

Por Helmo Goes

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