O Banco de Leite Humano (BLH) Marly Sarney, anexo à Maternidade Hildete Falcão Baptista (MHFB), está em campanha permanente para tentar angariar um maior número de doadoras para suprir a demanda diária. O objetivo é aumentar o estoque de leite materno, que está reduzido porque a quantidade do produto recolhido diariamente não é suficiente. Atualmente, a unidade conta com sete doadoras cadastradas fixas, e nove de alívio. Dessa forma o banco vem reduzindo os índices de doenças e mortalidade infantil. Pode doar, toda mãe sadia, que tenha interesse em se tornar doadora, tenha excesso de leite, seja bem nutrida e esteja com o cartão de pré-natal. O recolhimento diário varia de três a cinco litros de leite. O ideal seria mais de 10 litros/dia. Isso porque nem todo leite coletado pode ser pasteurizado. Antes ele passa por uma seleção rigorosa, para depois ser pasteurizado e armazenado em condições corretas de higienização e acondicionamento, assegurando a qualidade do produto e evitando a transmissão de doenças, conforme determina a Rede Nacional de Bancos de Leite Humano. O leite doado no banco é distribuído para alimentar os prematuros e recém-nascidos de baixo peso que não sugam, recém-nascidos infectados, com deficiência imunológica, portadores de alergia à Proteína Heteróloga e casos excepcionais, a critério médico ou do nutricionista, que estão internados nas Unidades de Tratamento Intensivo, das Maternidades Hildete Falcão, Renascença e Santa Helena, além de seguir para os postos de coleta da Santa Izabel e Lagarto. O banco possui um ambulatório com uma equipe de especialistas para atender os recém-nascidos de zero até o 6º mês, em aleitamento exclusivo, sem utilização de chás, sucos ou leites industrializados. Segundo Hélia Karla Agapito, coordenadora do banco, as pesquisas confirmam que o “leite materno é o melhor alimento para as crianças recém-nascidas e, até os seis meses de vida, deve ser o único”. Mesmo sendo garantido o direito à amamentação a mães e filhos, muitas nutrizes não podem amamentar seus bebês por terem desenvolvido alguma complicação. Hélia disse que a doação não faz com que o leite da mãe seque, nem prejudica a nutrição do filho da doadora. A própria mãe pode fazer a ordenha do leite em um recipiente de vidro esterilizado. Nestas condições, o leite pode ficar até no máximo 15 dias no congelador, sem perdas nutricionais. Vale lembrar que no BLH, funciona o Centro de Apoio e Incentivo ao Aleitamento Materno, trabalhando a prática de amamentação, formado por uma equipe multidisciplinar capacitadas para ensinar às mães a fazer a ordenha e tirar todas as dúvidas que elas possam ter referente à amamentação. Rede Nacional
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