![]() |
(Foto: Arquivo Infonet) |
O prefeito da Barra dos Coqueiros Airton Martins (PMDB) vai entrar com um pedido de reintegração de posse para que os ocupantes do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu) deixem o terreno que fica nas proximidades da cabeceira da ponte construtor João Alves Filho que liga o município de Barra dos Coqueiros a Aracaju. As famílias garantem que não vão deixar o local.
A ocupação das famílias [cerca de 172] ocorreu no último final de semana após uma determinação judicial que obrigou os ocupantes a deixarem o terreno onde eles estavam acampados, situados às margens da SE 100.
Segundo o prefeito, o terreno invadido pelos ocupantes é de propriedade do município e servirá para a construção de uma praça para os moradores da localidade. “Já estamos conversando com o nosso advogado e estamos tentando entrar hoje com o pedido de reintegração de posse porque ali é uma área pública. As obras para a construção da praça já começaram e se os ocupantes continuarem ali vai causar um dano a população que seria beneficiada pela obra”, informa.
Sobre o prejuízo causado as famílias que ali se instalaram, caso sejam novamente despejados, Airton Martins foi enfático ao informar que as famílias que são do município de Barra dos Coqueiros foram cadastradas pela prefeitura, mas que o problema ocorre por conta de que muitos ocupantes não são do município. “A maioria dessas famílias, 99% delas não são daqui, elas ocuparam a avenida Maranhão e agora chegaram aqui. Não sou contra o movimento, todos tem direito a moradia, mas acho que não é dessa forma, querendo destruir um patrimônio público que vão conseguir alguma coisa”, afirma o prefeito. Ele ainda reafirmou que a prefeitura já iniciou entendimentos com o governo federal e com a Caixa Econômica Federal para construir mil unidades que vão contemplar as famílias, mas que a prefeitura enfrenta a burocracia e a dependência de liberação de recursos federais para inicar o projeto.
Quanto a uma possível interdição da Ponte Aracaju/Barra pelos manifestantes, o prefeito garante que a única alternativa será convocar a tropa policial para amenizar a situação. “Não tenho como impedir que eles façam esse protesto, mas o poder público vai ter que agir, porque ninguém tem o dever de barrar o poder de ir e vir das pessoas e aí caberá a tropa policial tentar amenizar essa situação. Estamos aberto as negociações, mas não concordamos com o ato de ocupar uma área pública”, informa.
Por Aisla Vasconcelos
Portal Infonet no WhatsApp
Receba no celular notícias de Sergipe
Acesse o link abaixo, ou escanei o QRCODE, para ter acesso a variados conteúdos.
https://whatsapp.com/channel/
0029Va6S7EtDJ6H43
FcFzQ0B