Biocombustível: 4700 agricultores se beneficiam do programa

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O crescimento do biocombustivel tem gerado uma nova perspectiva de renda para milhares de famílias que dependem da agricultura. O programa que na Bahia e Sergipe já possui contratos com 21 mil agricultores familiares é executado pela Petrobras em todo o Brasil.

A expectativa do programa é que na safra 2009/2010 os contratos na Bahia e Sergipe ultrapassem 30 mil produzindo oleaginosas necessárias à usina de biodiesel de Candeias, localizada na Bahia.

“Em Sergipe nós temos uma meta de na próxima safra 2009 e 2010 alcançarmos seis mil contratos. Trabalhar com seis mil agricultores familiares trabalhar em uma área mínima de 12 mil hectares. Buscando uma produtividade media de 600 e 700 quilos por hectares”, comemora o diretor de suprimento agrícola da Petrobras biocombustível, Janio Rosa.

Janio Rosa

De acordo com Janio Rosa é preciso gerar tecnológicas alternativas que reduzam os níveis de emissão e que ao reduzir os níveis de emissão o planeta se beneficia. “O maior beneficio para o Brasil é desenvolver tecnologia de ponta, de base e de estruturação produtiva que de sustentação. Consequentemente tem um beneficio para as empresas, a inclusão social por meio da inclusão econômica gera agregação de valor de novas tecnologias”, salienta.

Janio Rosa destaca ainda que o programa tem apenas um ano e meio de existência,porém os benefícios para o agricultor é facilmente percebido. “Quando faço um contrato com um agricultor, produtor de oleaginosa por cinco anos eu digo para ele que eu quero sustentabilidade na parceria, ao mesmo tempo ele pode se programar pelos próximos cinco anos no que ele vai plantar produzir e se entregar”, fala.

Segundo o diretor o agricultor é beneficiado com o valor do contrato que é pago pelo programa. “Dentro desse contrato eu digo para ele que vai receber um valor básico, ou um valor mínimo pelo produto que me entregar que é com base no Programa de Garantia de Preço da Agricultura Familiar (PGPAF), mas se o mercado estiver acima eu pago o preço de mercado”, disse Janio Rosa.

Por Kátia Susanna

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