Bolsa Família não apresenta avanços para infância, diz estudo

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Embora tenha grande impacto na diminuição da desigualdade social e no aumento da freqüência escolar, o principal programa de transferência de renda do Brasil, o Bolsa Família, ainda não apresenta avanços nas áreas de vacinação infantil e desnutrição de crianças de 1 a 3 anos. É o que comprova um estudo divulgado pelo Centro Internacional de Pobreza, instituição de pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Para o pesquisador do Centro Internacional de Pobreza, Rafael Ribas, a avaliação geral é de que o Bolsa Família é efetivo ao incentivar as famílias a utilizar os serviços oferecidos pelo governo, sobretudo nas áreas da saúde e educação. Em relação à desnutrição infantil, o pesquisador acredita que a questão não pode ser resolvida apenas com o Bolsa Família, mas com uma ação conjunta.

 

Ribas lembrou que um aspecto positivo do programa é a capacidade de aumentar a freqüência escolar, e garantiu que a avaliação do Centro Internacional de Pobreza não é a primeira a apontar tal resultado. Ele reforça que o programa, atualmente, é imprescindível para o país.

 

A solução, segundo o pesquisador, está em criar as chamadas ‘portas de saída’. Dessa forma, as famílias só deixariam de receber os benefícios ao final da formação educacional das crianças, para que não haja grandes prejuízos. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até o final da semana divulgará uma nota sobre os resultados da pesquisa.

 

Fonte: Agência Brasil

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