Busdoor: “mídia barata e necessária”

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Lúcio Flávio Rocha
Na noite desta terça-feira foi celebrado um ano de existência da Publimídia, empresa de publicidade especializada em mídia exterior, tendo com carro chefe o busdoor. Segundo o diretor da empresa, Lúcio Flávio Rocha, o busdoor, ou anúncios no ônibus, é uma mídia barata e utilizada por pequenas e grandes empresas. Para comemorar o aniversário foi lançado o site Meio da Rua e apresentado um novo produto que em breve estará rodando em Sergipe, o dirigível rádio controlado.

Nesta entrevista, Lúcio Flávio fala das novidades da empresa, do mercado da publicidade em Sergipe e sobre o polêmico assunto da retirada dos busdoor.

 

Portal Infonet – Qual a proposta do site Meio da Rua?

Lúcio Flávio – Possibilitar um espaço em que o mercado de publicidade possa interagir publicando artigos, desenvolvendo pesquisa, trocando experiências, mostrando novos conceitos. Pretendemos com o site marcar um ponto de encontro da publicidade sergipana. Ele será direcionado a publicitários, profissionais da área de marketing, de veículos de publicidade, professores e estudantes universitários.

 

Infonet – De que forma ele vai ser trabalhado?

LF – A gente vai convidar profissionais em destaque para escrever para o site semanalmente, mas de qualquer forma o site é aberto. As pessoas que tiverem interesse podem entrar em contato e enviar opiniões para serem publicadas. O espaço é franqueado para todo os profissionais do mercado de publicidade.

 

Dirigível rádio controlado
Portal Infonet – Qual o balanço que você faz desse primeiro ano da Publimídia?

Lúcio Flávio – Graças a Deus em um ano conseguimos conquistar a liderança no mercado, tivemos o apoio de nossos fornecedores para isso. Estamos lançando além do site, um novo produto, o equipamento de mídia presente que é um dirigível rádio controlado – um balão inflável controlado por controle remoto que fica passeando nos eventos com a logomarca do anunciante. E estamos ainda com o projeto de lançar uma patente de mídia. O produto já foi patenteado. É algo inédito nacionalmente e será uma patente nascida aqui em Sergipe. Por enquanto não podemos divulgar o que é essa mídia, ela ainda não está na rua e vamos fazer um evento para divulgá-la para o mercado.

 

Infonet – Como vocês conseguiram em um ano conquistar a liderança do mercado sergipano de busdoor?

LF –  Nós acreditamos muito em parcerias e esse é um dos pontos fundamentais. Temos como meta fundamental o relacionamento com os parceiros. Dessa forma tentamos estreitar a relação principalmente com as agências de publicidades, que são nossos clientes preferenciais, e a partir dessa prioridade conseguimos alcançar respeito.

 

Festa de aniversário comemorado na Casa Árabe Império de Néfis
Infonet – Como anda o mercado publicitário em Sergipe?
LF –
O mercado de publicidade em Sergipe está em desenvolvimento. Ele era muito novo e hoje já percebemos que está mais maduro, com agências profissionalizadas, bem estruturadas, com campanhas que não deixam a desejar para o mercado de fora. Depois que a universidade liberou as primeiras turmas de publicidade, há três, quatro anos atrás, fomentou o mercado de bons profissionais que aliaram a experiência das empresas com o conhecimento acadêmico.

 

Infonet – Isso não cria uma maior concorrência?
LF –
 Eu diria que isso é muito bom porque peneira o mercado. As pessoas que antes não trabalhavam de forma interessante com o cliente, não traziam bons resultados à propaganda, inclusive desacreditavam a propaganda. Esses vão saindo e aqueles que mostram resultados permanece.

 

Infonet – Qual a sua opinião, enquanto empresa especializada nesse tipo de produto, sobre a polêmica de retirar os busdoors dos ônibus?

 

LF – Essa polêmico teve inicio em Salvador quando uma pessoa foi estuprada no fundo do ônibus. O Ministério Público de lá entendeu que a culpa foi do busdoor, o que é altamente descabido. Por conta disso o busdoor desceu para a lataria. Alguns legisladores e políticos daqui não entenderam o que ocorreu lá e se aproveitaram desse caso para querer retirar os busdoor daqui. Mas teve uma manifestação dos usuários do transporte público que pediram para não tirar a propaganda do vidro traseiro, dizendo que ele tinha salvado vidas. Uma das situações foi que estavam jogando pedras no vidro traseiro, que quebrou, e se não fosse o anúncio, os vidros teriam atingido uma mãe com uma criança que estavam sentados no fundo. Então, além de protegem contra esses riscos, protegem contra o sol, e não expõe o passageiro numa situação constrangedora. Se acontecer de ser proibido o busdoor a gente não vai mais receber verbas de fora. E hoje a mídia traz muito dinheiro para Sergipe. A gente gera empregos, pagamos impostos, trazemos dinheiro para o Estado, assim como o turismo. A gente acredita muito na importância do busdoor para a sociedade.

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