Carteiros decidem pela não paralisação das atividades

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Carteiros estão em estado de greve (Fotos: Arquivo Infonet)
A categoria dos carteiros decidiu pela não deflagração de uma possível paralisação das atividades nos próximos dias. Mas para o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Estado de Sergipe (Sintect/SE) a aplicação de um plano de contigência aos trabalhadores é algo fundamental.

A decisão foi acordada em Assembléia realizada com a categoria na noite da última quarta-feira, 15. De acordo com o presidente do Sintect, Sérgio Lima, o plano foi passado pela empresa, mas não foi efetivado. “A paralisação não foi aprovada, mas estamos em estado de greve até que este plano de contingência seja considerado pelos Correios”, explica.

Segundo o presidente, a retirada das férias dos trabalhadores até o mês de fevereiro deve ser revista pela empresa. “Além disso, os Correios têm realizado a contratação de mão de obra terceirizada em detrimento de funcionários concursados”, aponta Sérgio.

Sérgio Lima, presidente do Sintect/SE
Ele acrescenta que toda esta situação se configura como um crime de irresponsabilidade pelos dirigentes nacional e regional da empresa dos Correios. “O trabalhador atua em um serviço precarizado. Tudo isto pode levar à busca da privatização da empresa até o final do ano, e isso não é justo nem com os funcionários, nem com a população. Estamos contemplando os trabalhadores”, diz.

Correios

De acordo com o assessor de Comunicação dos Correios, José Ginaldo de Jesus, a decisão pela não paralisação demonstra maturidade da relação entre a empresa, os funcionários e o sindicato. “Maturidade, porque esta reivindicação não procede, então não tem sentido de se manter”, aponta o assessor.

Ele esclarece que o serviço de funcionários terceirizados é para trabalhos específicos. “Fazemos a contratação de mão de obra terceirizada para situações específicas, dentro da legislação. Para a entrega de livros didáticos no final do ano, por exemplo, não vamos colocar os nossos concursados. Ao todo os Correios têm 110 mil funcionários efetivos. Isto é muito bom para todos”, conclui.

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