Casal acusa igreja evangélica de Aracaju de praticar homofobia

(Foto: reprodução Instagram/ Jadson Santana)

Uma acusação de homofobia contra a Igreja Presbiteriana Família Renovada, localizada no bairro Inácio Barbosa, na Zona Sul de Aracaju, tem gerado repercussão nas redes sociais. O crime que teria sido praticado contra o hair colorist Jadson Santana e seu marido, o fotógrafo João Pedro, aconteceu no último último domingo, 15, durante uma cerimônia de batismo.

A repercussão se deu após o casal divulgar a situação em suas redes sociais. Jadson frequenta a igreja há mais de 10 anos e o fotógrafo João Pedro tinha passado por curso preparatório e seria batizado pela igreja. Logo após o culto, já nos primeiros momentos da cerimônia de batismo, João Pedro foi chamado por um líder e trancado em uma sala, onde foi informado que não poderia ser batizado porque é homossexual e casado com outro homem.

Segundo João Pedro, que frequenta a igreja há dois anos, durante o curso preparatório, não houve nenhum tipo de impedimento para o batismo. Somente nos momentos que antecederam a cerimônia, é que ele foi informado que não poderia ser batizado, porém de forma grotesca.

Jadson, que já é membro da igreja há um ano, contou que ficou decepcionado e que nunca imaginou que pudesse passar por esse tipo de situação. ” Quem me conhece há mais tempo sabe do carinho e do respeito que eu tenho pelos líderes e pelas pessoas que me guiavam na minha vida espiritual. E tudo que aconteceu me feriu de uma forma que eu não imaginava, que eu nunca pensei passar dentro da casa onde eu servia, onde eu sempre estive presente, onde todos me conhecem”, relata.

Igreja Presbiteriana Família Renovada

Por meio de nota publicada em sua rede social, a Igreja Presbiteriana Família Renovada se justificou em relação à situação ocorrida no domingo, 15.

A igreja afirmou que para que um frequentador da igreja possa ser batizado, ele precisa atender a alguns requisitos, que são ensinados durante o curso de “Primeiros Passos”. E segundo ela, João Pedro não conseguiu atender. “No dia de hoje, um congregado, candidato ao batismo, por não estar apto, segundo as normas internas da IPRA e nossa regra máxima de fé e prática, a Bíblia Sagrada, não pôde participar do ato batismal”, diz.

Em outro ponto, a igreja afirma que a impossibilidade do batismo foi comunicada na secretaria de forma reservada para evitar qualquer tipo de constrangimento. “A Constituição Federal, o Código Civil e o Estatuto da nossa Igreja, além de decisões categóricas do Poder Judiciário, como no caso da ADO nº 26 do Supremo Tribunal Federal, garantem, além da liberdade de organização administrativa sem interferência estatal, o sagrado direito constitucional da Liberdade Religiosa”, diz o último ponto.

Investigação

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), até o momento, nenhum Boletim de Ocorrência foi registrado no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).

Por Luana Maria e Verlane Estácio

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