Casal de idosos é feito refém com netos em Aracaju

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Idosos amparados por um dos netos, fala sobre o susto (Fotos: Portal Infonet)

“Um susto muito grande”. Foi assim que os idosos, João dos Santos, 80, e Maria Rosa dos Santos, 73, definiram ao serem indagados sobre a presença de um fugitivo do Cenam [Centro de Atendimento ao Menor], armado e baleado dentro da casa em que moram. O fato foi registrado na manhã desta quinta-feira, 31, quando além do casal, dois netos adolescentes, sendo um de 16 e outro de 17 anos, foram mantidos como reféns.

De acordo com a tenente-coronel Araci Fontes, o rapaz trafegava pela contramão na Avenida Melício Machado, quando foi abordado por um policial numa motoneta da marca Shineray.

“Como ele é fugitivo e estava armado, se desconfiou, largou a Shineray na avenida e correu para um terreno baldio. O policial pediu reforço e quando a guarnição chegou ele estava no telhado de uma casa. Apontou a arma para os policiais e houve troca de tiros. Mesmo atingido na perna, o fugitivo pulou para o quintal da casa desse casal de idosos e os fez de reféns com os netos. A apreensão durou pouco mais de uma hora porque ele exigiu a presença foi da mãe no local e assim que ela chegou os quatro reféns foram liberados”, relata.

Sr. João: "Ainda amarrei uma tira de pano na perna dele para estancar o sangue"

D. Rosa mostra o local por onde o fugitivo entrou armado

Tenente-coronel Araci: "Ele disse ser fugitivo do Cenam"

Sangue ficou espalhado na casa

Ainda assustado, o Sr. João dos Santos contou que foi surpreendido pelo rapaz entrando na cozinha. “Ele dizia o tempo todo que não ia machucar a gente. Mas, o susto foi grande. Minha esposa está doente e meus netos estavam aqui com a gente. Quando eu vi que ele estava sangrando muito, tirei uma tira, mandei ele colocar a perna no banco e amarrei para estancar o sangue. Depois ele ficou conversando com os policiais pelo muro. Agora eu estou bem, mas fiquei com medo, porque ele estava armado”, destaca.

“Eu tive muito medo. Estou sofrendo com esse glaucoma. Tinha acabado de fazer um mingauzinho para comer, quando vi aquele homem entrar armado, quase me arraso”, completa d. Maria Rosa.

Por Aldaci de Souza

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