Desde a última quinta-feira, 21, os moradores da Invasão da Portelinha, na Barra dos Coqueiros, vivem apreensivos com a possibilidade de demolição das casas. Nesta sexta-feira, 22, o secretário de Comunicação do Município, Diego Gonzada, explicou que a derrubada atinge novas contruções na área. A ação é baseada em um acordo firmado com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Ibama. 
Prefeitura diz que acordo com SPU e Ibama justifica a demolição (Fotos: Portal Infonet)
Na tentativa de quinta, a Prefeitura Municipal enviou uma equipe de fiscais ao local. Acompanhados da polícia e de tratores e caçambas, o grupo foi hostilizado pelos moradores, que se recusaram a permitir a demolição.
“Ontem nós derrubamos quatro abrigos e um início de construção. Essa medida foi solicitada pela SPU ao município, para que se fiscalizasse e proibisse qualquer nova construção na área que é de propriedade da União. A prefeitura da Barra já está providenciando junto ao governo do Estado a construção de casas para as famílias que já moravam na Portelinha, então foi solicitado”, explica Diego Gonzaga.

Alicerce da casa que seria construída foi destruído
Segundo a ajudante de cozinha Matilde Ferreira da Costa, que teria uma das casas derrubadas, a intervenção dos pedreiros que trabalhavam no local e dos vizinhos foi o que salvou sua construção.
“Quando eu cheguei do trabalho, minha mãe já estava lá, eles derrubaram um alicerce completo no fundo da minha casa. Eles não derrubaram a minha casa porque o pedreiro não deixou”, diz.
Matilde conta que mora no local há três meses com o marido que está desempregado e três filhos pequenos. “Eu não tenho onde morar, então fui para a Portelinha porque meu pai conseguiu comprar um terreno e fiz eu um crediário para poder levantar minha casa”, acrescenta.
A Prefeitura da Barra dos Coqueiros informou que irá tomar medidas judiciais para impedir que as novas construções sejam instaladas no local.
Por Bruno Antunes
