Caso Ricardinho: 1ª Audiência de Instrução é realizada

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Wendel presta depoimento (Fotos: Aldaci de Souza/Portal Infonet)

Aconteceu na 5ª Vara Cariminal do Fórum Gumersindo Bessa, na manhã desta sexta-feira, 28, a 1ª audiência em que Ricardo Oliveira é acusado de ter jogado o carro por cima dos estudantes universitários Wendell Santos Mangabeira e Brenda Hevelyn Gonçalves quando saiam de um show no antigo Hotel Parque dos Coqueiros, em 6 de janeiro de 2013.

Antes do depoimento, Ricardinho, como é conhecido, conversou com o Portal Infonet. “Eu estou muito tranqüilo, apesar de não querer estar nessa situação. Eu vou falar a verdade e tenho a consciência de que estão me acusando de coisas que eu não cometi e estou querendo justiça. Venho sendo injustiçado desde o começo, até mesmo pela mídia. Eu poderia nem ter comparecido a essa 1ª audiência, mas eu quis vir para mostrar que estou sendo injustiçado e deixar bem claro que vim em busca de justiça”, destaca.

Ricardo Oliveira compareceu ao fórum acompanhado do avô

“A justiça dele é ir para a cadeia, pelo que fez com o nosso filho. Quando Wendell disse que ia para o show, eu avisei que não podia ir de carro, que fosse e viesse de táxi. Como nós não demos as chaves de casa para ele levar, ficamos aguardando ele ligar para abrir a porta.  Quando o telefone tocou, a mãe atendeu e a médica do Samu contou que ele tinha sido atropelado, ela começou a chorar e eu peguei o telefone. A médica disse: Wendell foi atropelado propositalmente. Eu fiquei mais preocupado ainda. Meu filho teve de ser operado, anda de muleta. Nós é que queremos justiça contra esse rapaz que não tem escrúpulos. Recentemente se envolveu em uma confusão no Forró Caju”, desabafa Wanderlei Mangabeira.

“Wendell fez mais uma cirurgia semana passada para retirar o cateter do rim e a reconstrução do canal. Os médicos não descartam a possibilidade de ele ficar com seqüelas, ter dificuldade de andar, ter que usar uma palmilha devido a uma perna estar menor do que a outra, terá a mobilidade reduzida no quadril, lesões no calcanhar e no joelho. Tem que fazer fisioterapia todos os dias das segundas aos sábados. Já são cinco meses do acidente e a família dele nunca nos procurou para nos ajudar em nada no tratamento de Wendell. Só a avó que pediu que eu perdoasse o neto dela. Eu respondi que não tem como perdoar uma pessoa que quis matar meu filho, colocando o carro por cima”, lamenta a mãe de Wendell, Selma Mangabeira.

Pais de Wendel querem justiça

Wendel continua usando muleta

Ele esteve amparado pela família

Marcos Antonio presenciou o acidente

“Eu vou prestar depoimento como testemunha, pois também estava com Wendell no momento do acidente. Nós já estávamos esperando o táxi para voltar quando Ricardinho entrou na contramão. Wendell reclamou e começaram os xingamentos, foi quando ele jogou o carro por cima de Wendell e foi embora. Como vimos que Wendell estava falando, corremos para pegar a placa do carro, mas quando voltamos vimos, que ele tinha caído e não conseguia levantar por conta da perna machucada. Mas, uma pessoa filmou”, relata o amigo Marcos Antônio Reina Lopes.

A Ação Penal foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), assinada pelos promotores Rogério Ferreira e Deijaniro Jonas, que participaram da audiência de Instrução e Julgamento na 5ª Vara Criminal. "Eu falei somente a verdade e espero que a justiça seja feita. Deus é justo", ressalta Wendell após o depoimento ao juiz Nelson Humberto Madeira.

Por Aldaci de Souza

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