Centro Social no Rosa Elze passa por dificuldades

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Centro Social teve verba suspensae agora passa por dificuldades (Fotos: Portal Infonet)

O Centro Social Menino Jesus, localizado no conjunto Lafaiete Coutinho, na Grande Rosa Elze, São Cristóvão, passa por grandes dificuldades e está prestes a fechar as portas. A entidade atualmente atende 60 crianças e através de parcerias promove cursos profissionalizantes para a comunidade carente. Desde o mês de novembro de 2012, o convênio firmado com a Prefeitura de São Cristóvão, que garantia a única verba que mantinha as principais despesas do local, está suspenso.

Além da diretoria Cícera Pereira, três professores e uma agente de limpeza trabalham no local que atende prioritariamente crianças de três a seis anos de idade. “As mães saem para trabalhar e deixam as crianças aqui. Funcionamos como uma creche e também oferecemos atividades educacionais aos meninos. As atividades começam às 13h e as mães geralmente buscam as crianças a partir das 20h”, explica Cícera acrescentando que as famílias não pagam nada pelo serviço.

Sem condições de funcionar, as salas estão vazias

Desde a suspensão da verba da prefeitura, os cinco funcionários com ajuda da comunidade vêm tentando pagar as despesas, parceria que não tem sido suficiente. “Estamos com água e energia cortada. A energia que usamos hoje vem da casa vizinha. Muitas crianças não tem o que comer em casa e vem aqui, principalmente, pela merenda. Infelizmente, nós não temos mais comida para dar. O pouco que estamos conseguindo fazer é por amor”, diz emocionada a diretora Cícera.

Cícera que também é conselheira municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Cristóvão conta que o Conselho Municipal de Assistência Social do município informou existir um projeto de um convênio que beneficiaria cinco entidades, entre elas, o Centro Social, Menino Jesus. “Mas agora vem a principal pergunta para a qual não temos resposta. Quando isso vai acontecer?”, indaga.

Por conta das dificuldades, o Centro está sem condições de firmar novas parcerias para a oferta de cursos profissionalizantes. "Estamos sem estrutura para receber esse cursos. As cadeiras que temos já não dão conta dos alunos. Nossa prioridade também tem sido as mães, pois muitas são ociosas, e os jovens, que são vítimas da drogas. A problemática do vício em drogas atinge diretamente nossa comunidade, mas não posso faze nada. Não posso pegar os jovens das ruas e trazer para cá. Não temos estrutura", justifica.

O local oferece atividades educacionais para as crianças e oficinas para jovens

Prefeitura

A equipe de reportagem do Portal Infonet levou o assunto até a secretária de Inclusão Social de São Cristóvão, Madalena Carvalho. A secretária alega que a direção do Centro Social não faz a prestação de contas necessária e não apresentou documentação certa.

"Essa documentação é bastante criteriosa e eu já expliquei isso para eles. Eles estiveram aqui e, inclusive, eu falei que essas crianças não podem só participar de atividades lá sem estarem matriculadas em uma escola regular. As coisas não são assim dessa maneira. Para existir a verba, é preciso que eles apresentem um projeto descrevendo o serviço, para aí sim, a gente poder analisar", justifica a secretária.

Por Verlane Estácio

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