Chacina: preso pistoleiro alagoano

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Cícero Ferreira da Silva foi preso acusado de ter cometido a chacina
Desvendado o crime que terminou na morte de quatro homens no município de Itaporanga D’ajuda. Na manhã desta terça-feira, 17, o delegado de Itaporanga, André Baronto, juntamente com o superintendente da Polícia Civil, João Batista, e o coordenador de Polícia Civil do Interior, Fernando Melo, esclareceram todos os pontos da investigação.

Após estudar algumas provas e ouvir testemunhas, a polícia prendeu o pistoleiro alagoano Cícero Ferreira da Silva, acusado de ser o executor da chacina. Ele já responde a vários processos em Alagoas por homicídio doloso. Cícero foi preso no dia 6 de novembro no município de Japoatã, onde tinha um pequeno comércio.

“O Cícero é um pistoleiro frio e em nenhum momento confessa a autoria do crime. Ele também não apresenta detalhes da transação”, relata o delegado André Baronto.    

Estão foragidos o mandante e o homicida
O crime que ocorreu no dia 28 do mês passado e terminou nas mortes de Carlos Alberto Oliveira Góes, 25 anos, e José Santos Oliveira, 44 anos e André Leite Filho, 43 anos, teria sido motivado por dívidas feitas por José Everaldo e Silva, que está sendo apontado como mandante do crime, a José Santos Oliveira (vítima). De acordo com a polícia, o valor chega a R$ 500 mil. A informação é de que o mandante tomava altos empréstimos e assinava a confissão das dívidas em notas promissórias.

“A confissão das notas foram o fio condutor para a polícia ligar José Everaldo como mandante da chacina”, afirma Baronto.

José Everaldo (sogro do advogado Evaldo Campos) e o homicida Luciano Barros da Silva continuam foragidos, mas o delegado esclarece que a qualquer momento serão presos. “A investigação continua. Não estamos descartando nenhuma possibilidade de existir outros envolvidos, mas inicialmente são essas pessoas que serão presas a qualquer momento”, salienta André Baronto.

A SSP diz que as investigações continuam até que todos estejam presos
Investigação

O crime começou a ser desvendado antes mesmo de ocorrer. É que no dia 27 de outubro a polícia foi chamada para investigar um possível assalto em um sitio e, ao chegar ao local, encontrou Cícero Ferreira, que alegou estar no local com a permissão de José Everaldo.

“A polícia não sabia da chacina. Os corpos ainda não tinham sido localizados, por isso a prisão de Cícero não foi feita naquele momento”, explica o coordenador de Polícia Civil, Fernando Melo.

No dia seguinte a este suposto assalto, a polícia recebeu a informação de que quatro homens foram encontrados mortos. Para a surpresa dos agentes, o veículo era o mesmo que estava no dia anterior no sítio de José Everaldo.

Por Kátia Susanna

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