Cidadania através da tecnologia da informação

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Idealizada em 1993 pelo então empresário e professor de Informática em escolas particulares no Rio de Janeiro, Rodrigo Baggio, o Comitê para Democratização da informática – CDI -, surgiu com o objetivo de usar o computador como fator de integração entre jovens de diferentes classes sociais, que dialogariam entre si através da Internet. Uma organização não-governamental sem fins lucrativos, o CDI desenvolve um trabalho de promoção da inclusão social utilizando a tecnologia da informação, como instrumento para o exercício da cidadania. O comitê desenvolve seu trabalho implementando programas educacionais no Brasil e no exterior, com o objetivo de transformar a realidade de jovens de segmentos excluídos da sociedade, um trabalho desenvolvido em parceria com comunidades de baixa renda e públicos com necessidades especiais, tais como: deficientes físicos e visuais, usuários psiquiátricos, jovens em situação de rua, presidiários, população indígena, entre outros. Fazendo isso, o CDI abre oportunidades de trabalho e de geração de renda, possibilitando o acesso a fontes de informação, através do domínio da tecnologia. A idéia surgiu de um Bulletin Board System – BBS -, uma rede privativa de comunicação via telefone que permitia aos assinantes trocarem idéias e software em âmbito regional e nacional. O BBS chamava-se “Jovemlink” e tinha a proposta de ajudar na promoção do diálogo entre os moradores da favela e os dos bairros convencionais, no Rio de Janeiro. O serviço chegou a ser visitado por centenas de pessoas, mas a maioria era jovens de classe média e classe média alta. Foi então que se percebeu a necessidade do fornecimento dessa tecnologia às comunidades de baixa renda. Então, foi criada nessa época a campanha “Informática para todos”, primeira iniciativa deste cunho no Brasil, que tinha como objetivo arrecadar computadores usados para que jovens de comunidades pobres pudessem utilizar. Em julho de 1994, com o objetivo de difundir uma cultura do uso da tecnologia nas entidades comunitárias onde os computadores foram instalados, uma avaliação sobre a campanha foi feita e constatou-se a necessidade de criar escolas onde se pudesse ensinar técnicas de Informática, aliando a cidadania a esse uso de tecnologia. E foi assim que surgiram as Escolas de Informática e Cidadania – EIC -, sendo que a primeira delas surgiu na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, através de uma parceria entre os voluntários da campanha “Informática para Todos”, o Instituto “C&A Modas” e a ONG “Grupo ECO”, que já atuava naquela comunidade. O amadurecimento do projeto veio com a divulgação do lançamento dessa primeira EIC, atraindo um grande número de voluntários, surgindo assim, um comitê especializado na criação de EICs. O objetivo inicial era a abertura de outras cinco escolas, mas antes mesmo de completar um ano desde a sua criação, o CDI havia inaugurado 10 escolas. Isso se deu através de uma parceria que uniu desde voluntários a empresas que se interessaram pelo projeto. Desde então esse número cresceu e a iniciativa se expandiu, não só pelo Brasil, como pelo mundo. Além disso, diversas parcerias com organizações comunitárias foram consolidadas e milhares de crianças, jovens e adultos de comunidades carentes recebem hoje uma capacitação profissional. Comitê supera expectativas em trabalhos realizados em Sergipe CDI/SE recebe prêmio “Líderes e Vencedores”

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