Clientes e empresas de telefonia eram vítimas de golpes

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Adailton Lima de Souza (Fotos: Divulgação SSP/SE)

Cleomenes Fernando dos Santos

José Valmiton Soares Santana

Três homens são presos acusados de aplicar golpes em pessoas e em operadoras de telefonia. Segundo a delegada Mayra Moinhos, do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope),  Cleomenes Fernando dos Santos, Adailton Lima de Souza e José Valmiton Soares Santana, conhecido como Milton Santana ou Romário se valiam de empresas de representação comercial para oferecerem serviços de telefonia, tendo acesso a documentos de pessoas jurídicas com interesse em linhas telefônicas empresariais.

Com os documentos em mãos, Adailton e Cleomenes falsificavam documentos contratando serviços diferentes do combinado e descumpriam rescisões contratuais, mantendo os serviços sem conhecimento dos contratantes. O Cope já tinha dois mandados de prisões em desfavor de Cleomenes e Adailton, e no momento do cumprimento dos mandados, ocorrido na terça-feira, 30, também prenderam Romário.

"Os acusados conseguiam das operadoras aparelhos telefônicos de luxo que deveriam ser repassados aos clientes, revendendo-os no mercado paralelo, em regra, por meio de aplicativos de venda on line, em que a venda de produtos ilícitos é comum em todo o país, aferindo lucro", informa a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

De acordo com eles, as linhas telefônicas contratadas pelos acusados eram posteriormente utilizadas, sendo repassadas a terceiros, possibilitando o uso indiscriminado e resultando em contas telefônicas com valores exorbitantes, a exemplo de uma empresa vitimada que recebeu conta telefônica com valor superior a R$ 20 mil.

"Outra faceta dos golpistas consistia em buscar informações de pessoas jurídicas diversas, de forma aleatória, sem qualquer conhecimento destas, contratando serviços de telefonia móvel celular com fornecimento de aparelhos telefônicos de luxo", afirma a Ascom da SSP, ao ressaltar que a investigação continua no sentido de apurar a possível participação de outras pessoas, e de esclarecer ações contra outras vítimas que já foram identificadas e que ainda possam vir a ser.

Por Moema Lopes
Com informações da Ascom SSP/SE

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