Clima tenso em terreno da PMA no bairro Santa Maria

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Ocupantes gritam não ter para onde ir (Fotos: Aldaci de Souza/Portal Infonet)

O clima continua de tensão em um terreno baldio pertencente à Prefeitura de Aracaju, no bairro Santa Maria. Cerca de 200 pessoas estão no local há 15 dias, alegando terem sido despejadas do bairro 17 de Março e não terem onde morar. O diretor-adjunto da Guarda Municipal, Jonatas Souza garantiu que os ocupantes da área já possuem casa.

“Nós fomos expulsos do 17 de Março, eu, meus filhos e meu irmão na cadeira de rodas. Estamos aqui sem ter para onde ir. Agora vem a Guarda Municipal e a polícia, sem um documento sequer nas mãos, sem uma ordem de despejo, derrubando nossos barracos e dizendo para a gente desocupar o local. Desocupar para ir morar aonde? A Prefeitura vai pagar auxílio-moradia? A gente aqui é marginalizado. Se for pedir um emprego e disser que mora no Santa Maria, não consegue de jeito nenhum”, lamenta.

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“Eu provo que não tenho casa. A Prefeitura de Aracaju pode vasculhar minha vida. Estamos aqui porque não temos aonde morar e nem como pagar aluguel. Nossa situação não é boa e ainda por cima ter que ouvir a ignorância do chefe da Guarda Municipal que fica gritando para a gente ir estudar. Eu não vou arredar o pé daqui, quantas vezes eles derrubem o meu barraco como eu coloco em pé de novo”, completa a ocupante Nara Sueli.

De acordo com o diretor-adjunto da Guarda Municipal de Aracaju, tenente Jonatas Souza, estão no local dando apoio à Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), à Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e à Secretaria Municipal de Ação Social (Semasc).

“Nós vamos ficar aqui quanto tempo for necessário para dar suporte operacional à Emsurb, Emurb e Ação Social. O terreno é da prefeitura e os ocupantes estão preocupados em fazer piquetes. Eles já tem casa, estão aqui por outros objetivos que prefiro não citar. O pessoal da Torre veio fazer os serviços de limpeza na área e foi impedido”, destaca o tenente Jonatas Souza.

                                                                                                          

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Por Aldaci de Souza

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