Cristielane foi rendida em casa depois de o casal deixar o filho de cinco anos no colégio. Após isso, ela foi levada até a residência por Elígio, eles discutiram e então o homem efetuou alguns disparos por volta das 9h30. Com o barulho, os vizinhos acionaram a polícia através do número 190. Com a chegada dos policias constatou-se que um dos tiros atingiu a televisão na sala a casa e outro tiro atingiu uma das pernas da moça. O homem não aceita a separação dos dois. “O menino viu a negociação e depois disse para mim que o pai comprou uma arma de um policial, pois na cabeça dele, todo mundo que porta uma arma é polícia. Ele sentiu que o pai queria fazer alguma coisa com sua mãe e por isso ele não estava mais falando com o pai. O Elígio premeditou toda a ação, pois na mesma época em que se separaram ele pediu demissão do trabalho, onde executava serviços de eletrônica”, conta. Anderson Costa, que é chefe de Cristielane na loja em que ela trabalha, contou que ela é uma funcionária exemplar e que já sabiam do problema que ela vinha enfrentando com o marido. “Ele sempre ligava lá para a loja e eles ficavam conversando, ela nos contou que havia saído de casa para morar com a mãe”, disse. Segundo Gilvan, ele somente poderia tomar alguma atitude caso Elígio estivesse portando a arma. “Ela me procurou e me explicou a situação, mas eu disse que só poderia prendê-lo por porte ilegal de arma caso ele estivesse portando a arma. Nunca imaginei que a situação iria chegar nesse estágio”, comenta. Negociação O clima no local do sequestro permaneceu tenso durante toda a manhã e começo da tarde desta segunda-feira. A negociação com o Elígio está sendo conduzida pelo diretor do Comando de Operações Especiais (Cope), Everton Santos e pelo capitão da Polícia Militar, Marcos Carvalho. De acordo com o policial e vizinho do casal Gilvan Santos, Elígio estava muito nervoso. “Fui até o local onde ele a mantém rendido a pedido dele, conversamos com ele, mostrei que estava desarmado e pedi a arma dele. Porém ele se recusou a entregar a arma e me perguntou sobre qual seria a pena dele caso fosse preso”, afirma. O sargento Messias da Rádio Patrulha foi o primeiro policial a chegar ao local. “Ao chegar no local, encontramos o rapaz, ele tinha dado alguns tiros, inclusive na televisão. Ela estava ferida, não sei se por conta dos estilhaços ou por um tiro. Ele afirmou que não queria sair preso dali”, relata. No local estão sendo mantidas diversas equipes de unidades especializadas das polícias Civil e Militar, além de unidades de socorro do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Matéria alterada para acréscimo de informações às 17h08 Por Bruno Antunes
A vendedora de produtos hospitalares Cristielane Caetano Mota Santos, 21 anos, está ferida na perna, vítima de um tiro, e mantida em sequestro pelo seu marido José Elígio Tavares, 24 anos, sob a mira de um revólver calibre 38 desde as 9h desta segunda-feira, 18, em um quarto de uma vila localizada no número 1809 na Rua Tenente Quaranta, bairro Suíssa. O local fica a cerca de 150 metros da Delegacia de Narcóticos. 
Cristielane Caetano Mota Santos está rendida pelo marido desde às 9h (Fotos: Portal Infonet)
O casal está junto há cinco anos e estava separado há cerca de 15 dias a pedido dela, por causa de maus tratos praticados por ele. Cristielane estava morando na casa da mãe, enquanto Elígio continuava na residência em que o casal vivia. Inconformado o homem comprou a arma utilizada na última quarta-feira, 13, no bairro onde mora, de uma pessoa não identificada. De acordo com a tia da mulher rendida, Valderez Mota, o filho do casal teria presenciado a negociação entre Elígio e o vendedor da arma. Policiais se aglomeram na porta da vila onde mulher é mantida refém
Critielane já prestou queixa na Delegacia de Apoio a Grupos Vulneráveis (DAGV) em duas ocasiões alegando perseguição do marido. Ela já sabia que Elígio havia comprado uma arma e procurou seu vizinho, o policial civil Gilvan Messias dos Santos enquanto ele trabalhava na Delegacia Plantonista. O policial civil, Gilvan Messias dos Santos
Outros policiais que conversaram com a reportagem do Portal Infonet disseram que o homem que mantém a esposa como refém alterna momentos de tranquilidade e desequilíbrio emocional. Ele falava em alguns momentos que ela – Cristielene – não merecia viver e que também iria se matar. Por volta das 11h30 da manhã agentes do Samu levaram uma maca para dentro da vila esperando a rendição de Elígio para o atendimento de sua esposa ferida. Pouco depois do meio-dia, policiais do Cope se posicionaram dentro da vila para uma possível necessidade de ação. Às 13h10 a mãe de Elígio chegou para tentar mediar a rendição do sequestrador, mas ele se manteve irredutível e disse que não queria falar com ninguém. O sargento Messias foi o primeiro a chegar no local do sequestro

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