Comerciantes da Aruana têm seus bares derrubados

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Durante toda esta semana os aracajuanos acompanharam o drama dos comerciantes dos bares da Aruana. A polêmica que girou em torno do funcionamento dos pontos comerciais culminou na demolição de três dos quatro bares. Nem mesmo a sensibilização de políticos, topiqueiros, mototaxixtas e outros setores da sociedade foram capaz de deter a ação da juiza Telma federal Telma Maria dos Santos. Policiais federais e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram os responsáveis pela retirada dos pertences dos comerciantes de dentro dos bares. O trabalho de derrubada foi executado por uma retorescavadeira do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens de Sergipe – DNER/SE, cumprindo a ordem judicial da juíza. O bar que não foi demolido está amparado pela liminar concedida pelo desembargador federal Paulo Machado Cordeiro, de Pernambuco. O desespero dos comerciantes levantou uma questão que fere os princípios da democracia. Além de pontos comerciais, os bares serviam de moradias para os comerciantes que agora não têm para onde ir e nem como trabalhar. “Já mandei, em caráter de urgência, que a secretaria municipal de Ação Social alugue casas para abrigar as famílias que agora estão sem ter onde morar”, diz o prefeito Marcelo Déda. Sem terem para onde ir, e sem as ferramentas de trabalho para garantir o sustendo, as famílias despejadas esperam ações tanto da prefeitura quanto do Governo do Estado. Uma das providências da prefeitura de Aracaju é providenciar, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos – Emsurb -, até este domingo, um local que esteja da sob a responsabilidade do município, para que sejam montados os estabelecimentos comerciais derrubados.

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