Comerciantes deverão desocupar Praça Camerino em 24h

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L (Fotos: Portal Infonet)

Comerciantes que possuem ponto fixo há mais de 15 anos na Praça Camerino, no Centro de Aracaju, foram surpreendidos nesta quarta-feira, 22, com uma notificação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) que determina o fechamento de alguns pontos comerciais num prazo de 24 horas. Ao todo, dois dos quatros quiosques instalados na praça, serão desativados.

A decisão partiu do Tribunal de Justiça do Estado, que acatou a liminar em favor da prefeitura municipal de Aracaju, tendo como base o Plano Diretor, que determina que a cada quatro mil metros quadrados da praça, deve se instalar um equipamento (quiosque).

Em entrevista ao Portal Infonet, o jornaleiro Edmilson de Jesus, 35 anos, diz ter sido bastante prejudicado com a decisão. “Recebemos a notícia com muita tristeza. Trabalho aqui há 24 anos e agora saber que irei ficar sem trabalho é bastante complicado”, relata Edmilson.

Medida tem como base o "Plano diretor"

O comerciante, Jhonatas de Azevedo

O jornaleiro, Edmilson de Jesus

O comerciante Jonathas de Azevedo é outro prejudicado com a desativação do ponto comercial. “Eu não tenho lugar para trabalhar, o meu lugar de trabalho é aqui. Se eu sair daqui eu não sei o que vai ser de mim”, desabafa.

Para o dono da banca de revistas, Emanuel Cruz Feitosa, 56 anos, houve precipitação por parte da Emsurb ao enviar a notificação aos quiosques. “Eles se anteciparam ao enviar a notificação, não aguardaram um oficial de justiça enviar a notificação. Eu estou bastante desmotivado, sem saber o que fazer, não esperava a desativação do meu comércio. Estou fora de mim”, disse Emanuel.

Emsurb

Em entrevista ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), informou que o órgão está seguindo as medidas que constam no Plano Diretor. A assessoria ressalta que o critério de permanência dos quiosques utilizado pelo órgão foi o de maior tempo de atuação na praça.

“Os comerciantes que se sentiram prejudicados podem nos procurar para estudarmos a possibilidade de deslocarmos eles para outro ponto, para que eles possam continuar trabalhando”, disse a asseessora, Gabriela Barbosa.

Por Leonardo Dias e Kátia Susanna

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