Compajaf: Agentes disciplinares denunciam perseguição

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Sindicalistas pedem melhor remuneração (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Os agentes disciplinares que atuam no Complexo Penitenciário Advogado Jacintho Filho (Compajaf) denunciam que estão sofrendo perseguição por parte da Reviver Administração Prisional Privada LTDA, empresa que administra o presídio. Segundo os agentes, os lideres sindicais estariam sendo perseguidos e um deles afastado das atividades. Eles alegam que a empresa não cumpre os direitos assegurados pela legislação trabalhista.

A denúncia é do presidente do Sindicato dos Agentes Disciplinares Penitenciários de Sergipe (Sintradispen/SE), Antônio Luiz Oliveira Santos. Segundo ele, o diretor do Sintradispen, Amarílio Nonato, que teria recebido a punição porque teria se afastado do posto de trabalho.

Segundo o sindicalista, não houve avanços nas negociações entre a categoria e a empresa Reviver. “O direito do sindicato Amarílio Nonato foi suspenso de suas atividades. Estamos sendo perseguidos pela direção da Reviver. Eles alegam que ele (Amarílo) cometeu uma falta grave, abandonando o posto de serviço, mas isso não ocorreu porque ele estava dentro da unidade e agora colocaram um jornalzinho interno para colocar os colegas contra o sindicato”, denuncia.

Acordo

Os sindicalistas afirmam que não houve avanços nos acordos e por isso, realizarão uma nova assembléia no próximo dia 17 de maio, com indicativo de greve. Segundo Antônio Luiz, os servidores não estão recebendo os 30% referente ao adicional de periculosidade, estão sem as horas reduzidas para descanso durante o plantão. “Além desses problemas, estamos sem direito ao pagamento de hora extra durante os feriados”, diz o sindicalista.

Assembleia

No próximo dia 17 de maio, os agentes se reúnem em uma nova assembleia, às 19h no auditório da Central única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT).

Ouro lado

A Reviver Administração Prisional Privada LTDA esclarece através da Gerência Jurídica, que não há perseguição, mas confirma o afastamento do funcionário Amarílio Nonato. “O que ocorreu é que no dia da paralisação um dos diretores do sindicato ainda estava de plantão e abandou seu posto de trabalhão às 4h30, quando seu horário de saída seria às 6h. Ele foi afastado das funções, mas dentro da legalidade. Estamos apurando a falta que ele cometeu e ele não está tendo perda salarial. Seu afastamento se deu somente para apuração do ocorrido”, explica a gerente jurídica da Reviver em Sergipe, Sandra Melo.

Por Eliene Andrade

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