Concursados da PM fazem novo protesto

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Manifestantes expõem cartazes (Fotos: Portal Infonet)

Os candidatos aprovados no último concurso da Polícia Militar, que integram o quadro reserva, realizaram nova manifestação na tentativa de sensibilizar o Governo a contratá-los e torná-los efetivos imediatamente nos quadros da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

No início da tarde desta sexta-feira, 20, os manifestantes ocuparam o semáforo instalado entre as avenidas Francisco Porto e Pedro Valadares, entre os bairros Salgado Filho e Grageru, expuseram faixas nos intervalos dos semáforos na cor vermelha e distribuíram panfletos, buscando apoio da população nesta mobilização.

São 750 aprovados no rol da reserva técnica [excedentes], uma vez que o Governo já efetivou os 600 primeiros colocados, que seria o número previsto no edital. Mas os concursados argumentam deficiência nos quadros da Polícia Militar e defendem a contratação destes excedentes para suprir parte deste déficit. “Para completar o efetivo, é necessário no mínimo 2.200 contratações”, observa Alan Sales, um dos manifestantes.

Alan: 200 aposentadorias anualmente

Aprovados exibem faixas nos semáforos

O aprovado Matheus Melo também observa que, contratando os excedentes, ficaria mais fácil para o próprio Governo realizar uma política pública de segurança pública de combate à criminalidade, contando com um efetivo maior. Matheus destaca que há um pequeno número de policiais para atender às demandas do Estado, quadro que se agrava anualmente com as aposentadorias de muitos militares. Segundo Alan Sales, anualmente se aposentam cerca de 200 a 300 policiais. “É uma matemática exata, não tem como fugir disso”, enaltece.

O Governo do Estado ainda não está definido quanto aos aprovados. O secretário Sales Neto, de Comunicação Social, informou que o governador Jackson Barreto está aguardando os resultados da contabilidade referente ao primeiro bimestre do ano para, posteriormente, tomar uma posição quanto às futuras contratações.

Sales Neto informou que o Governo reconhece a necessidade, mas tem que ter cautela devido aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “O Governo precisa fazer os cálculos para ver se é possível fazer as contratações”, enaltece o secretário.

Por Cássia Santana

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