Os consumidores que movimentam as barracas montadas ao lado do Mercado Albano Franco estão a procura principalmente do peixe fresco e de preços mais em conta, este é o caso do senhor Gildo Santos. “Eu prefiro os peixes aqui das barracas que são mais fresquinhos, e os preços ainda não estão muito altos”, disse. Segundo o proprietário de uma das barracas, as vendas ainda não estão como esperadas, mas acredita que até a sexta-feira o pescado tenha acabado. “A cada Páscoa as vendas estão diminuindo. Em relação ao ano passado, a venda está bem menor”, opina Eduardo Oliveira que atua no ramo há dez anos. Nas barracas, o quilo do peixe está sendo vendido na faixa de R$ 13 a R$ 23 reais. O quilo do Robalo, por exemplo, antes da Semana Santa custava em torno de R$17, hoje ele já está custando R$23. A vermelha também subiu um pouco, de R$ 13 passou para R$17 o quilo. “O preço aumentou porque a gente pegou mais caro da distribuidora”, explica o comerciante Luiz Ferreira. Além dos peixes, os mariscos também tiveram alta de preços. O preço do camarão e do aratu aumentou cerca de R$3. Embora os comerciantes estejam esperando ainda o aumento das vendas até a amanhã, eles afirmam que a tradição de comer peixe na Semana Santa está diminuindo. A comerciante Maria Josefa, disse que embora a venda de peixes e mariscos aumente neste período em relação ao restante do ano, a procura está menor nesta data. Segundo ela, as pessoas estão deixando de seguir a risca a tradição da Igreja Católica. “Os mais jovens não têm mais essa tradição, só os mais velhos que ainda buscam comer peixe na Semana Santa”, opinou.
Os aracajuanos que ainda não fizeram as compras para o almoço da sexta-feira Santa ou do domingo de Páscoa poderão encontrar peixe fresco à venda em toda a cidade. De acordo com os comerciantes, os consumidores que deixaram para comprar o peixe de última hora encontraram o mercado bem abastecido. No entanto, dependendo do pescado o peixe pode sair mais caro. Os comerciantes esperam aumento nas vendas (Fotos: Portal Infonet)
A comerciária Ceiça Freitas, apesar de perceber o aumento do preço de peixes e mariscos em relação ao ano passado, prefere deixar para a última hora e garantir o peixe fresco e de qualidade na mesa. “Eu deixo para comprar o peixe no mesmo dia em que vou consumir, apesar de que, comprando em cima da hora eu corro o risco de pagar mais caro pelo peixe”, contou. Gildo dos Santos acredita que o preço do peixe não está caro
Preços É grande o movimento nas barracas
Tradição Peixeiros acreditam que procura está menor

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