A vendedora Cristelane Caetano Mota Santos, 21, continua sendo mantida como refém pelo ex-marido José Elígio Tavares, 24 [ela pediu a separação há 15 dias], na residência do casal, à rua Tenente Wendel Quaranta, no bairro Suissa. O cárcere privado completa 24 horas e mobiliza familiares dos jovens, policiais, defensores públicos, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, vizinhos, amigos, psicólogos, religiosos e toda a imprensa sergipana, já tendo obtido espaço na mídia nacional. Negociações prosseguem para que Elígio liberte a ex-esposa (Fotos: Portal Infonet)
O secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy chegou ao local por volta das 8h30 da manhã desta terça-feira, 19, para acompanhar o drama de perto. “Trata-se de uma situação difícil de ser negociada porque o rapaz que mantém a
esposa em cárcere privado não diz o que quer, não diz qual o objetivo dele”. João Eloy: “Situação difícil”
Uma equipe formada por cinco defensores públicos, liderada pelo defensor Raimundo Veiga, também já está no local. Eles se colocaram a disposição da polícia para fazerem parte das negociações e garantir a integridade de Cristelane e de José Elígio.
O representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), Cláudio Miguel de Oliveira está também tentando negociar para que José Elígio se entregue e liberte a ex-esposa. O casal tem um menino de cinco anos.
| População acompanha no local, notícias sobre o drama |
Uma enfermeira do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) conseguiu entrar na casa para fazer o curativo na perna da vítima, que recebeu um tiro de raspão, desferido por Elígio que horas se mantém tranquilo, horas, agitado.
A equipe do Portal Infonet está acompanhando o caso desde a manhã desta segunda-feira, 18 quando começou o drama de Cristelane e das duas famílias. Jornalistas se revezaram durante o dia e por toda a madrugada. Nesta terça-feira, duas equipes fazem a cobertura aguardando o desfecho, uma no local e outra na redação.
Por Aldaci de Souza

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