Coordenador fala da situação do IML

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Coordenador Adelino fala da situação do IML (Fotos: Portal Infonet)
Após a divulgação do levantamento feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo” em todo o país, onde se constatou a precariedade da perícia criminal e apontou Sergipe como a pior do ranking, o coordenador do Instituto Médico Legal (IML) Adelino Costa Lisboa, relatou, na tarde dessa segunda-feira, 16, a real situação do órgão.

De acordo com o coordenador, existe uma demanda muito grande para poucos profissionais, o que acaba prejudicando a escala de trabalho. “Existem peritos que se deslocam para cidades do interior e só voltam no dia seguinte, passando por três ou quatro lugares”, explica.

Adelino pontuou que desde o ano de 2002 existem 69 vagas em aberto esperando a realização de um concurso. “Falta um contingente maior, porque hoje trabalhamos com um total de 28 profissionais para atender a todo o Estado”, ressalta.

Em relação aos exames que são realizados em outro estado, o coordenador pontuou que já houve uma melhora. “Antigamente exames balísticos eram feitos em Pernambuco, hoje nós já realizamos aqui. Mas temos um convênio onde exames laboratoriais, toxicológicos, material biológicos e de DNA são feitos na Bahia”, explica.

IML passa por reforma após 30 anos
Quando questionado em relação ao espaço físico, o coordenador foi contundente em afirmar que há 30 anos o IML não passa por uma reforma. “Existe ainda um projeto  para a construção de um espaço que englobe todos os setores periciais, de identificação, exames, etc, mas na época da apresentação ficou caro. Agora estamos passando por uma reforma que deve melhorar, sem dúvida, o trabalho aqui dentro”, revela.

Adelino também ressaltou que a situação de dificuldade não existe só em Sergipe, destacando aspectos positivos. “Sergipe já é privilegiada pelo espaço geográfico. As cidades são próximas, o que é fator positivo. Nós, por exemplo, não fazemos exumação por falta de perícia, mesmo tendo tão poucos profissionais, coisa que existe em outros Estados”, compara.

Segundo o coordenador um concurso deve ser realizado para preencher as 69 vagas até 2011. “Acredito que essa situação possa ser resolvida e que novos profissionais, que gostem de atuar nessa área, possa somar e realizar um trabalho cada vez melhor”, pontua.

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